O valor das amizades na vida adulta.
Como andam as suas relações por aí?
13/30
Foto:Friends/reprod ( esse episódio de Friends é sensacional hahahah, quem aí também é super fã? )
A verdade é que fazer e manter amizades na vida adulta é um daqueles desafios silenciosos que quase todo mundo vive, mas poucos falam sobre. Cada um está imerso na própria rotina. Trabalho, filhos, relacionamentos, responsabilidades domésticas, projetos, sonhos, preocupações… e a vida vai passando, ficando cheia e, muitas vezes, o tempo parece curto para tudo.
Mas existe algo que não muda, independentemente da idade: somos seres sociais. Gostamos e precisamos de gente, de relacionamentos, de conexões. E não falo de seguidores em redes sociais. Falo de amizade real, off-line.
Amizades continuam sendo uma das experiências mais bonitas e necessárias da vida. Eu tenho lembranças lindas de amigas muito queridas em diferentes fases da minha vida.
Amigos trazem leveza para os dias difíceis. Enchem a nossa rotina de risadas inesperadas, conversas longas, puxões de orelha, confidências e aquela sensação tão rara de pertencimento. Muitas vezes são eles que nos ajudam a nos enxergar com mais gentileza, com mais amor e com menos cobrança.
Eu sempre fui aquela pessoa “amiga de todos”, disponível e pau para toda obra. De trabalho escolar e festinha surpresa para os filhos, a opinião sobre um projeto de trabalho, socorro em casa, programas de índio hahaha… e por aí vai.
Eu amo cuidar das minhas amigas e amigos. Amo impulsioná-los, celebrar suas conquistas, vê-los bem, felizes, realizados, cheios de projetos e sonhos ganhando forma. Existe algo profundamente bonito em acompanhar o crescimento de quem caminha ao nosso lado. A alegria deles também se torna minha.
Mas, confesso algo que talvez nem sempre seja fácil de admitir. Eu tenho dificuldade em me expor de verdade, em me deixar ser cuidada, em confiar profundamente, em me abrir completamente. Talvez porque, em muitos momentos, o mundo pareça um pouco estranho e me mostrar mais vulnerável nem sempre seja confortável.
Hoje, muitas relações começam de uma forma ruim. Antes de quererem saber quem você é, querem saber o que você faz. Ou pior, o que você pode fazer por elas na verdade. E, quando isso acontece, aquilo que parecia amizade muitas vezes revela ser apenas uma relação de interesse e deste tipo de relação “maquiada de amizade” eu estou fora, não quero mais na minha vida chegando perto dos 50.
Para mim, amizade é outra coisa.
Amizade é mais profunda. Mais íntima. Mais genuína. Não exige presença física constante, mas exige interesse real. Cuidado verdadeiro. Aquela vontade sincera de saber se o outro está bem ou precisando de algum apoio ou ajuda.
Às vezes esse cuidado aparece nas coisas mais simples. Uma mensagem perguntando como foi o dia. Um meme enviado no meio de uma tarde exaustiva. Um “vi isso e lembrei de você”. Um áudio inesperado. Pequenos gestos que dizem algo muito poderoso: eu penso em você, eu me importo com você e você pode contar comigo.
Existe uma máxima antiga que continua absolutamente atual: se você se importa, demonstre, amor, nunca é demais concordam?
Apesar de ter poucas amigas realmente íntimas, tenho algumas que são preciosas demais. E que, nas horas mais difíceis e solitárias da minha vida, seguraram a onda comigo. Irmãs de coração que simplesmente não soltaram a minha mão. Elas me seguraram quando eu achei que não fosse aguentar. Estiveram presentes de verdade, com cuidado, com silêncio, com colo e com força. E isso eu jamais vou esquecer.
São nesses momentos que entendemos o verdadeiro valor de uma amizade.
Hoje estou vivendo uma fase diferente da vida. Estou em outro país, em uma nova cultura, construindo novos círculos de amizade. Tenho sido mais intencional com isso. Mais aberta, mais disponível e mais disposta a cultivar essas conexões.
Já tive alguns baques. Algumas frustrações. Em alguns momentos imaginei que teria mais apoio de uma ou outra pessoa e percebi que, na verdade, elas não se importavam tanto assim e está tudo bem, como falei, no início, cada um tem a sua vida e mais importante que a presença é o interesse real. E hoje, passado alguns meses, confesso que isso até foi bom porque também abriu espaço para o novo, para felizes surpresas e descobertas. E tudo isso tem sido muito gostoso.
Ontem, depois de alguns anos mais introspectiva, fiz algo que amo: abri a minha casa. Preparei um brunch para duas novas amigas. E o que era para ser um encontro simples virou quase quatro horas de conversa, risadas, trocas e confidências.
Saímos dali com aquela sensação leve, deliciosa de que aquele foi apenas o primeiro capítulo de uma história que ainda tem muito para amadurecer.
Criamos até um clube e combinamos de ter ao menos um encontro por mês só nosso, o “Orange Blossom Club”. Além do OBC tenho o “Valorosas” um grupo de whats com amigas recentes também mas, que tem enchido a minha vida de amor, risadas, carinho e cuidado e, estou participando de um BOOK CLUB com outras imigrantes brasileiras aqui na minha cidade e está muito bacana.
E assim a nova vida, as novas amizades vão acontencendo e, estou super feliz porque voltei a ter aquela sensação de acolhimento, de pertencimento a um círculo de novas amigas e de ter aquele sensação de que não estou sozinha e tenho com quem contar e neste momento onde tudo é novidade, o nosso coração fica mais “quentinho” concordam?
Agora me contem e por aí, como andam as suas amizades? Você tem cultivado relações reais ou anda só trocando likes nas redes sociais, achando que isso é suficiente?

