Dica de filme: Meu nome é Agneta.
Uma mulher comum, um homem cheio de cicatrizes, e a coragem de viver a própria verdade.
Imagem reprodução: Netflix
#Dica bacanuda 01
Começando uma sessão nova por aqui, o Dicas Bacanudas, nela vou indicar livros, séries, documentários, filmes, experiências e lugares que de alguma forma, tocaram ou tocam o meu coração.
Então, aí vai a primeira dica, se você ainda não assistiu, anota aí: Meu Nome é Agneta (Netflix). O filme é uma daquela obras que a gente começa sem muita expectativa e termina com aquela sensação gostosa de ter visto algo sensivel, inteligente e cheio de boas reflexões.
A Agneta é uma mulher comum, na faixa dos cinquenta, longe do padrão da “mulher bem-resolvida” que o cinema tanto gosta de colocar na tela. Ela come delicias francesas escondida, tem um sonho antigo de conhecer a França que todo mundo ao redor trata como coisa de criança, e vive num ambiente que insiste em lembrá-la do tamanho de "caixa” que ela deveria caber. Real demais, né?
A história dela é bacana, cheia de camadas e momentos emocionantes mas, o personagem que chamou a minha atenção foi o Einar, um senhor cheio de histórias, num primeiro momento super excentrico mas, que aos poucos vai se mostrando uma pessoa sensível, que teve que lidar com dores e de escolhas difíceis que muita gente ao redor dele chamaria de egoísmo.
O Einar quis viver a sua verdade e sabia exatamente do que tinha aberto mão pra poder ser quem ele era. E isso fazia toda a diferença. Ele não era um homem resolvido, mas tinha um tesão pela vida que poucos conseguem manter quando a vida machuca de verdade. Ele carregava culpas, cicatrizes, dores profundas e mesmo assim não deixava que isso o tornasse amargo a ponto de não conseguir ajudar outra pessoa. Ele era doce, gentil e foi um dos grandes responsáveis por tudo que vai acontencedo com a Agneta.
Eu achei muito bonito a forma como tudo se desenrolou e como a vida e a história dos dois foi se entrelaçando com tanto amor, cumplicidade e confiança. No filme fica claro que dor e alegria não são opostos e que dá pra carregar as duas ao mesmo tempo e ainda escolher espalhar vida.
Não vou contar mais pra não tirar a graça. Mas posso dizer que a grande mensagem que ficou pra mim foram essas: sonhos não são feitos pra ficar engavetados, são feitos para serem vividos, realizados e dois, a vida é breve e chega um momento em que a gente precisa parar de agradar todo mundo ao redor e aprender, de verdade, a se colocar em primeiro lugar, o resto vocês vão descobrir assistindo.
Agora separa um fim de semana, assiste e depois me conta. Agora me diz, você já viu? Tem alguma dica bacanuda também para compartilhar por aqui?
Onde assistir: Netflix

