<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/" xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/" xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom" version="2.0" xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" xmlns:googleplay="http://www.google.com/schemas/play-podcasts/1.0"><channel><title><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></title><description><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></description><link>https://www.patymendlowicz.com</link><image><url>https://www.patymendlowicz.com/img/substack.png</url><title>Paty Mendlowicz</title><link>https://www.patymendlowicz.com</link></image><generator>Substack</generator><lastBuildDate>Sun, 03 May 2026 10:20:07 GMT</lastBuildDate><atom:link href="https://www.patymendlowicz.com/feed" rel="self" type="application/rss+xml"/><copyright><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></copyright><language><![CDATA[pt-br]]></language><webMaster><![CDATA[patymendlowicz@substack.com]]></webMaster><itunes:owner><itunes:email><![CDATA[patymendlowicz@substack.com]]></itunes:email><itunes:name><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></itunes:name></itunes:owner><itunes:author><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></itunes:author><googleplay:owner><![CDATA[patymendlowicz@substack.com]]></googleplay:owner><googleplay:email><![CDATA[patymendlowicz@substack.com]]></googleplay:email><googleplay:author><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></googleplay:author><itunes:block><![CDATA[Yes]]></itunes:block><item><title><![CDATA[Entre foguetes e sonhos, o que ainda nos move.]]></title><description><![CDATA[Entre avan&#231;os tecnol&#243;gicos e corridas globais, um lembrete do que nos torna humanos.]]></description><link>https://www.patymendlowicz.com/p/entre-foguetes-e-sonhos-o-que-ainda</link><guid isPermaLink="false">https://www.patymendlowicz.com/p/entre-foguetes-e-sonhos-o-que-ainda</guid><dc:creator><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></dc:creator><pubDate>Sat, 25 Apr 2026 17:13:19 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!aay8!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fcf1e5876-e75c-432d-8e3c-ab32c4845a14_1132x837.webp" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>29/30</p><div class="image-gallery-embed" data-attrs="{&quot;gallery&quot;:{&quot;images&quot;:[{&quot;type&quot;:&quot;image/webp&quot;,&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/cf1e5876-e75c-432d-8e3c-ab32c4845a14_1132x837.webp&quot;},{&quot;type&quot;:&quot;image/jpeg&quot;,&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/2576133a-7306-495c-9e83-cb6c0252af29_850x1064.jpeg&quot;},{&quot;type&quot;:&quot;image/webp&quot;,&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/f11f91ad-abc8-4e86-bb39-8b440ec1dfe6_1440x810.webp&quot;},{&quot;type&quot;:&quot;image/jpeg&quot;,&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/af39d963-be52-46c9-add1-aea640387850_3589x4785.jpeg&quot;}],&quot;caption&quot;:&quot;&quot;,&quot;alt&quot;:&quot;&quot;,&quot;staticGalleryImage&quot;:{&quot;type&quot;:&quot;image/png&quot;,&quot;src&quot;:&quot;https://substack-post-media.s3.amazonaws.com/public/images/4a6c6488-5576-4252-90cc-eaa3cc3b2113_1456x1456.png&quot;}},&quot;isEditorNode&quot;:true}"></div><p><em>Fotos: acervo Nasa</em></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Quando a NASA lan&#231;ou a miss&#227;o Artemis, n&#227;o foi apenas um foguete que subiu, foi um <em>revival, </em>um marco e um s&#237;mbolo de algo muito maior, em especial para minha gera&#231;&#227;o.</p><p>Depois de mais de 50 anos desde o programa <em>Apollo program,</em> que levou o homem &#224; Lua, e sim eu acredito nisso, a humanidade voltou a olhar para o espa&#231;o e para a Lua n&#227;o como mem&#243;ria ou algo intoc&#225;vel, mas como destino e &#233; imposs&#237;vel achar isso &#8220; comum&#8221; .</p><p>Aqui eu n&#227;o vou falar sobre a explora&#231;&#227;o espacial, muito menos sobre geopol&#237;tica, avan&#231;o tecnol&#243;gico ou narrativa civilizat&#243;ria. Isso tudo j&#225; est&#225; posto e cada um fique com aquilo que lhe conv&#233;m. &#201; ineg&#225;vel que estamos vivendo uma nova corrida, n&#227;o mais apenas entre na&#231;&#245;es, mas entre modelos de futuro. Lua, Groenl&#226;ndia, terras raras, intelig&#234;ncia artificial, chips ultra potentes e por a&#237; vai, tudo isso s&#227;o pe&#231;as de um grande tabuleiro e disputa de poder.</p><p>Mas o que ficou em mim foi outra coisa, o quanto podemos ser audaciosos e surpreendentes como humanos. </p><p>E acabei me lembrando de um bate-papo entre o professor Cl&#243;vis de Barros Filho e S&#233;rgio Sacani, que abrindo um parenteses, eu tenho amadooo acompanhar, sobre evolu&#231;&#227;o da humanidade, guerras e sonhos. Em determinado momento surgiu uma pergunta sobre quantas vezes a humanidade avan&#231;ou pelo amor e quantas pelo conflito/guerra? A resposta nunca &#233; simples, mas talvez a mais honesta seja reconhecer que os dois motores coexistem, que pela dor e pelo amor, avan&#231;amos.</p><p>A explora&#231;&#227;o espacial sempre carregou interesses estrat&#233;gicos, mas ao mesmo tempo desperta algo que nenhuma agenda pol&#237;tica consegue controlar, a imagina&#231;&#227;o. </p><p>Quem nunca, quando crian&#231;a, quis ser astronauta ou passou horas olhando o c&#233;u tentando entender o que havia al&#233;m? Eu sou da gera&#231;&#227;o do Cometa Halley. Lembro da minha m&#227;e fazendo uma festinha tem&#225;tica em um dos meus anivers&#225;rios, todo mundo de camiseta, ganhamos at&#233; uma lunetinha. Bons tempos esses das festinhas simples, dos bolos caseiros e cheios de afeto e muita cobertura de dona Eliana, minha m&#227;e, e de um mundo que parecia muito maior e mais divertido de se viver.</p><p>Mas voltando &#224; Artemis, o que mais me chamou aten&#231;&#227;o foi como o mundo parou para ver. Muita gente foi at&#233; o lan&#231;amento aqui na Fl&#243;rida, eu acabei optando por n&#227;o ir e depois me arrependi, porque mesmo tendo visto daqui de casa, n&#227;o &#233; a mesma coisa. Ainda assim, o que eu vi foi impressionante, surreal.</p><p>No meu condom&#237;nio foi todo mundo para a frente das casas acompanhar a ARTEMIS rasgando o c&#233;u azul e limpo aqui de Orlando.  Olhando para o c&#233;u, o tempo parou  por alguns minutos. Um lan&#231;amento de foguete com clima de final de Super Bowl no melhor estilo americano com bandeirinhas, bottons, transmiss&#227;o ao vivo em v&#225;rios canais, milhares de pessoas acampadas literalmente no Cabo Canaveral, enfim, dois shows, a nave e a galera curtindo.</p><p>E isso n&#227;o foi apenas sobre um marco tecnol&#243;gico, foi sobre pertencimento. &#201; o mesmo sentimento que atravessou gera&#231;&#245;es desde o Apollo 11, passando pelo fasc&#237;nio coletivo com o Cometa Halley. </p><p>Acho que existe algo quase primitivo nisso, olhar para o c&#233;u e se perguntar at&#233; onde podemos ir? E talvez, no meio de tanta intelig&#234;ncia artificial, esse seja o lembrete mais importante, o que nos move ainda n&#227;o &#233; algoritmo ou tecnologia, s&#227;o os nossos  sonhos e isso &#233; genuinamente humano.</p><p>Outra coisa que o lan&#231;amento da ARTEMIS mexeu comigo, principalmente no meu momento atual,  chegada dos 50 anos, foi o mito da idade. Os astronautas da Artemis n&#227;o eram jovens prod&#237;gios, eles estavam na faixa dos 45 a 55 anos e isso n&#227;o &#233; coincid&#234;ncia, &#233; crit&#233;rio. A NASA n&#227;o selecionou apenas capacidade t&#233;cnica, ela buscou uma constru&#231;&#227;o de maturidade emocional, resili&#234;ncia psicol&#243;gica e capacidade de tomada de decis&#227;o sob press&#227;o extrema.</p><p>E foi muito bonito ver isso. Ver a emo&#231;&#227;o deles, conhecer um pouco das hist&#243;rias, das suas fam&#237;lias e da trajet&#243;ria em especial da astronanauta mulher, ali, potente, ocupando aquele espa&#231;o com identidade. S&#227;o muitas camadas. E isso inevitavelmente traz um paralelo com o mundo dos neg&#243;cios e com a nova economia. Fundadores mais experientes tendem a construir empresas mais sustent&#225;veis, seja pela estrada percorrida, seja por tudo que j&#225; tentaram e falharam antes de acertar.</p><p>Todo n&#243;s sabemos que decis&#245;es complexas exigem repert&#243;rio, n&#227;o apenas energia e clareza de prop&#243;sito geralmente chega depois dos 40, n&#227;o antes.</p><p>Na pr&#225;tica, o que a gente v&#234;, tanto no espa&#231;o quanto no empreendedorismo, &#233; que o auge acontece quando identidade e compet&#234;ncia finalmente se encontram. Ent&#227;o, se voc&#234;, como eu, passou ou est&#225; passando por um momento de d&#250;vida ou de reavalia&#231;&#227;o, talvez seja importante respirar e deixar um pouco a vida fluir. N&#227;o se cobre tanto mas, tamb&#233;m n&#227;o fique achando que pode deixar a vida passar.  Talvez, voc&#234; possa estar entrando no in&#237;cio da sua fase mais potente. Porque agora n&#227;o existe s&#243; estrada, existe consci&#234;ncia.</p><p>No fim, esse texto n&#227;o &#233; sobre a Lua, n&#227;o &#233; sobre miss&#227;o espacial e nem sobre performance aos 50. Esse texto &#233; sobre sonhos. Sobre a nossa capacidade de ir al&#233;m. Sobre o que ainda nos move. Sobre o que ainda nos faz humanos. Ver um foguete subir n&#227;o &#233; s&#243; assistir a um avan&#231;o tecnol&#243;gico. &#201; reviver algo essencial, o encantamento, a criatividade, a imagina&#231;&#227;o.</p><p>Tenho certeza de que quem acompanhou a miss&#227;o, at&#233; o retorno que mais parecia  uma final de Copa do Mundo, n&#227;o estava ali apenas pela tecnologia ou pela corrida espacial. Era sobre emo&#231;&#227;o. Era sobre o sonho quase universal de tocar o c&#233;u, de ver as estrelas de perto, de atravessar o mundo em um foguete e isso sim, continua m&#225;gico.</p><p>Em um mundo cada vez mais automatizado, parar para olhar o c&#233;u e sentir algo, sem conseguir explicar completamente, &#233; quase um ato de resist&#234;ncia. E talvez seja isso que a Artemis representa. N&#227;o apenas a volta &#224; Lua, mas a volta de uma parte esquecida de n&#243;s mesmos, a nossa capacidade eminentemente humana de sonhar e de realizar.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Ele n&#227;o &#233; s&#243; f&#237;sico, &#233; emocional.<br>&#201; um somat&#243;rio de micro excessos, dias acelerados, noites mal dormidas, ac&#250;mulo de tentativas, de insist&#234;ncias, de conversas dif&#237;ceis, de dias em que voc&#234; seguiu&#8230; e seguiu tentando sustentar algo, mesmo sem vontade.</p><p>Mas isso n&#227;o &#233; o fim, at&#233; porque tudo &#233; c&#237;clico e a vida n&#227;o &#233; linha reta.<br>Ela &#233; movimento. &#201; como um eletrocardiograma: sobe, desce, sobe, desce.</p><p>Tem momentos de pico, de alegria, de leveza e tem vales, tempos mais sombrios, &#224;s vezes mais longos, mais pesados, mais silenciosos.</p><p>Mas enquanto existe esse movimento, existe vida, quando para, a&#237; sim, como no eletro, &#233; fim de linha.</p><p>Ent&#227;o, se hoje est&#225; pesado a&#237;, seja menos exigente com voc&#234;. Porque voc&#234; ainda est&#225; aqui. Ainda sente, ainda tenta, ainda questiona, ainda busca a sua melhor vers&#227;o e isso, por si s&#243;, j&#225; significa muito.</p><p>Talvez hoje n&#227;o seja dia de vencer nada, muito menos de dar conta de tudo, talvez seja s&#243; dia de pausar, de se acolher, de se escutar em sil&#234;ncio.</p><p>Cuidar do b&#225;sico. Respirar um pouco mais fundo. Diminuir o ritmo sem culpa. Tirar um tempo para voc&#234;, como eu j&#225; disse em um outro texto aqui, "take your time&#8221;.</p><p>E mesmo que voc&#234; esteja cansada(o), n&#227;o desista. Pega um ar, respira, d&#225; uma pausa e depois volta, porque, &#224;s vezes, voc&#234; est&#225; a um mil&#237;metro da virada e &#233; exatamente nesse ponto que a maioria para.</p><p>E voc&#234; n&#227;o chegou at&#233; aqui para parar agora, concorda? </p><p></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Quebre o ciclo!]]></title><description><![CDATA[O custo silencioso de continuar no autom&#225;tico]]></description><link>https://www.patymendlowicz.com/p/o-habito-de-nao-viver-quebre-o-ciclo</link><guid isPermaLink="false">https://www.patymendlowicz.com/p/o-habito-de-nao-viver-quebre-o-ciclo</guid><dc:creator><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></dc:creator><pubDate>Mon, 20 Apr 2026 00:19:19 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!_QT9!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3ce25439-1a2c-4aba-a7c0-5311dc587054_3840x4457.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>27/30</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!_QT9!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3ce25439-1a2c-4aba-a7c0-5311dc587054_3840x4457.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!_QT9!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3ce25439-1a2c-4aba-a7c0-5311dc587054_3840x4457.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!_QT9!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3ce25439-1a2c-4aba-a7c0-5311dc587054_3840x4457.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!_QT9!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F3ce25439-1a2c-4aba-a7c0-5311dc587054_3840x4457.jpeg 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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E essa &#233;, talvez, uma das concess&#245;es mais negligenciadas nos tempos atuais e, aqui,  me incluo.</p><p>A gente adia n&#227;o por falta de vontade, mas por excesso de condicionamento. &#8220;Quando tiver tempo, eu vou.&#8221; &#8220;Quando fizer sentido, talvez eu fa&#231;a.&#8221; &#8220;Quando eu estudar um pouco mais, eu tento.&#8221;</p><p>E assim, sem perceber, vamos nos especializando no modo autom&#225;tico, n&#227;o em viver mas, em seguir &#8220;dentro de caixas&#8221; ou &#8220;pris&#245;es&#8221; que n&#243;s mesmos nos colocamos.</p><p>Existe um conforto silencioso em permanecer dentro das pr&#243;prias caixas. Elas organizam a identidade, evitam o constrangimento do erro, protegem da sensa&#231;&#227;o de ser iniciante, mas isso custa caro. Sem perceber, vamos limitando e evitando o repert&#243;rio de experi&#234;ncias que poderiam expandir quem a gente &#233;.</p><p>Porque toda primeira vez tem um pouco de desconforto. E ainda bem, porque &#233; no atrito com o desconhecido que a gente descobre novas formas de presen&#231;a e se expande.</p><p>Quando algu&#233;m se permite experimentar o novo, algo curioso acontece: o tempo desacelera, a aten&#231;&#227;o se reorganiza, o corpo participa. e a mente para de vagar no autom&#225;tico.</p><p>Entrar em contato com o novo exige foco. E foco, hoje, &#233; quase um luxo. Por isso essa prolifera&#231;&#227;o de escolas de artes, est&#250;dios de cer&#226;mica, croch&#234;, pintura e por a&#237; vai. Essas experi&#234;ncias, principalmente nesse mundo t&#227;o louco que vivemos, passaram a ter um efeito quase terap&#234;utico. Elas interrompem o ru&#237;do e trazem &#8220;oxig&#234;nio&#8221;, criando um espa&#231;o onde n&#227;o existe performance, s&#243; tentativa. Onde n&#227;o importa ser bom, mas estar inteiro.</p><p>E &#233; interessante como, nesses momentos, surgem pequenas met&#225;foras da vida, quase inevit&#225;veis. Nem tudo responde &#224; for&#231;a. Nem tudo se molda na insist&#234;ncia. Nem tudo cede quando a gente quer e a argila hoje, me ensinou isso.</p><p>Existem coisas que pedem observa&#231;&#227;o, ritmo, adapta&#231;&#227;o. E talvez seja a&#237; que mora um dos maiores aprendizados: a rigidez costuma quebrar o processo. A flexibilidade, por outro lado, cria possibilidades. E se permitir isso &#233; muito bom.</p><p>A gente passa boa parte da vida tentando controlar resultados, mas esquece de desenvolver rela&#231;&#227;o com o processo. Experimentar algo novo devolve isso. Devolve o tato, a presen&#231;a, o erro sem julgamento, o aprendizado em tempo real.</p><p>E, ao mesmo tempo, tamb&#233;m revela algo desconfort&#225;vel: quantas coisas a gente deixou de viver simplesmente porque n&#227;o se colocou como prioridade?</p><p>No fundo, n&#227;o &#233; sobre cer&#226;mica, dan&#231;a, pintura ou qualquer atividade espec&#237;fica. &#201; sobre interromper o piloto autom&#225;tico. &#201; sobre se autorizar a ser iniciante de novo. &#201; sobre entender que identidade n&#227;o &#233; um lugar fixo, mas um campo em constante constru&#231;&#227;o.</p><p>E, por fim, &#233; principalmente sobre lembrar que a vida n&#227;o acontece s&#243; nos grandes marcos, nas decis&#245;es estrat&#233;gicas ou nos planos bem desenhados. Ela acontece nesses intervalos aparentemente simples, quando a gente escolhe estar presente e se permite viver experi&#234;ncias novas que nos tiram do lugar comum e confort&#225;vel.</p><p>Talvez a pergunta n&#227;o seja &#8220;o que eu ainda preciso aprender?&#8221;, mas &#8220;o que eu ainda n&#227;o me permiti viver?&#8221;. Porque, no fim, n&#227;o &#233; a experi&#234;ncia in&#233;dita que transforma. &#201; a disposi&#231;&#227;o de sair do lugar conhecido. E isso n&#227;o &#233; sobre uma aula de cer&#226;mica ou piano que esse ano me permiti fazer, &#233; sobre uma maneira de encarar a vida, sem medo e com intensidade, com vontade de me sentir viva.</p><p>Em um mundo cada vez mais automatizado, eficiente e mediado por telas, existe algo profundamente humano em voltar a processos b&#225;sicos e artesanais. Em tocar, sentir, construir com as pr&#243;prias m&#227;os. Em transformar mat&#233;ria bruta em algo que carrega inten&#231;&#227;o.</p><p>H&#225; uma pot&#234;ncia quase esquecida no gesto simples de criar. N&#227;o pela est&#233;tica final, mas pelo processo, pelo contato, pela presen&#231;a. E, curiosamente, algumas experi&#234;ncias, especialmente para n&#243;s, mulheres, parecem funcionar como portais para esse reencontro.</p><p>A primeira &#233; se ver de verdade. Um ensaio fotogr&#225;fico, voc&#234; por voc&#234;, sem performance, sem personagem. Menos sobre imagem e mais sobre identidade. Um exerc&#237;cio de encarar a pr&#243;pria narrativa sem filtros.</p><p>A segunda &#233; criar com as m&#227;os. Argila, tinta, linha, papel &#8212; n&#227;o importa o meio. O que importa &#233; sair da l&#243;gica da produtividade e entrar na l&#243;gica do processo. Onde n&#227;o h&#225; atalhos, apenas constru&#231;&#227;o e algo naturalmente feito por voc&#234;.</p><p>E a &#250;ltima &#233; escrever a pr&#243;pria hist&#243;ria. Organizar mem&#243;rias, revisitar escolhas, dar nome ao que foi vivido. Um exerc&#237;cio que nem sempre &#233; leve, mas quase sempre &#233; libertador.</p><p>Essa 03 experi&#234;ncias me transformaram e ajudaram neste processo de reencontro e conex&#227;o e se puder, experimente qualquer uma delas, garanto que voc&#234; vai se surpreender.</p><p>Hoje mais que nunca entendo que se permitir essas pausas n&#227;o &#233; sobre autocuidado superficial. &#201; sobre reconex&#227;o. Sobre lembrar que, antes de qualquer fun&#231;&#227;o, existe algu&#233;m em constante constru&#231;&#227;o.</p><p>E talvez seja exatamente a&#237;, nesse retorno ao simples, ao manual, ao essencial, que a gente encontra n&#227;o s&#243; expans&#227;o, mas pertencimento. Pertencimento &#224; pr&#243;pria hist&#243;ria, ao pr&#243;prio corpo e &#224;quilo que nos torna, de fato, humanas.</p><p>Agora me diz: qual foi a &#250;ltima coisa que voc&#234; fez pela primeira vez? </p><p>Gabi, obrigada pela companhia na aula hoje e por tudo que ainda vamos viver, amo voc&#234; amiga e bora achar um forno para queimar nossas obras de arte hahahaha.  </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Voc&#234; perde no esfor&#231;o que exige para corrigi-lo.]]></description><link>https://www.patymendlowicz.com/p/fiquei-38-minutos-no-telefone-com</link><guid isPermaLink="false">https://www.patymendlowicz.com/p/fiquei-38-minutos-no-telefone-com</guid><dc:creator><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></dc:creator><pubDate>Thu, 16 Apr 2026 02:43:11 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F57F!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F314e97d3-d769-40f8-96d4-4aad1037a367_1284x928.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F57F!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F314e97d3-d769-40f8-96d4-4aad1037a367_1284x928.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F57F!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F314e97d3-d769-40f8-96d4-4aad1037a367_1284x928.jpeg 424w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F57F!,w_848,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F314e97d3-d769-40f8-96d4-4aad1037a367_1284x928.jpeg 848w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F57F!,w_1272,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F314e97d3-d769-40f8-96d4-4aad1037a367_1284x928.jpeg 1272w, https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!F57F!,w_1456,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F314e97d3-d769-40f8-96d4-4aad1037a367_1284x928.jpeg 1456w" sizes="100vw"><img 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Sim, 38 minutos para resolver um problema simples: um pedido que constava como entregue, mas n&#227;o havia chegado.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Resolvi? Sim. Fui cordialmente atendida? Sim, mas,  levei cerca de 15 minutos para acessar uma &#225;rea de atendimento humano e mais 38 minutos para conseguir uma solu&#231;&#227;o. E &#233; aqui que come&#231;a o problema.</p><p>A gente se acostumou a repetir, quase como um mantra de mercado, que grandes empresas s&#227;o obcecadas pelo cliente. Que todas as decis&#245;es s&#227;o orientadas para reduzir esfor&#231;o, aumentar confian&#231;a e estimular recorr&#234;ncia. A Amazon, inclusive, prega isso como cultura organizacional. Mas existe uma diferen&#231;a enorme entre o discurso e a experi&#234;ncia real.</p><p>Comprar &#233; f&#225;cil. Um clique, poucos segundos, tudo fluido. Resolver um problema vira um labirinto, e isso &#233; muito frustrante.</p><p>Desde que comecei a atender clientes, sempre busquei, ao desenvolver um produto ou servi&#231;o, pensar no momento do problema: como seria a experi&#234;ncia do cliente ao resolver um &#8220;BO&#8221;. Porque entregar com qualidade &#233; obriga&#231;&#227;o. Simples assim.</p><p>Talvez por isso eu fique ainda mais incomodada quando vivo, seja como cliente ou como profissional do mercado, situa&#231;&#245;es como essa.</p><p>Automa&#231;&#227;o, chatbot, caminhos truncados, dificuldade para encontrar atendimento humano&#8230; isso n&#227;o pode fazer parte da rotina de uma empresa que diz, aos quatro cantos, que &#233; obcecada pelo cliente.</p><p>E &#233; exatamente nesse ponto que o conceito de <em>customer obsession </em>come&#231;a a ruir e soa vazio, sem sentido.</p><p>Porque obsess&#227;o pelo cliente n&#227;o se prova na jornada perfeita. Se prova no erro. A efici&#234;ncia do dia a dia n&#227;o &#233; diferencial, &#233; obriga&#231;&#227;o. O verdadeiro teste de uma opera&#231;&#227;o &#233; o que acontece quando algo d&#225; errado.</p><p>E, quando d&#225; errado, o que se espera n&#227;o &#233; s&#243; solu&#231;&#227;o. &#201; facilidade na solu&#231;&#227;o.</p><p><strong>FACILIDADE.</strong></p><p>O que vivi hoje n&#227;o foi um problema log&#237;stico. Foi um problema de coer&#234;ncia.</p><p>Se a promessa &#233; reduzir esfor&#231;o, por que o cliente precisa insistir, navegar, esperar e praticamente provar que n&#227;o recebeu um produto?</p><p>No fim, a sensa&#231;&#227;o que fica &#233; clara: a experi&#234;ncia &#233; fluida at&#233; o momento em que ela gera custo para a empresa.</p><p>A partir da&#237;, a l&#243;gica muda. Entram as camadas de prote&#231;&#227;o, valida&#231;&#227;o e conten&#231;&#227;o de risco. E o cliente, que deveria ser o centro, passa a ser tratado como vari&#225;vel de controle.</p><p>Isso n&#227;o &#233; obsess&#227;o. &#201; conveni&#234;ncia operacional.</p><p>Existe um ponto que empresas, independentemente do porte, precisam encarar com maturidade estrat&#233;gica. Clientes n&#227;o abandonam marcas apenas por erros. Eles abandonam pela fric&#231;&#227;o na resolu&#231;&#227;o.</p><p>Erros acontecem. S&#227;o parte de qualquer opera&#231;&#227;o.</p><p>O que n&#227;o &#233; inevit&#225;vel &#233; o esfor&#231;o imposto ao cliente para corrigi-los. Isso &#233; escolha e, como toda escolha, &#233; estrat&#233;gica.</p><p>Quando resolver um problema exige 15 minutos para acessar atendimento, mais 38 minutos de intera&#231;&#227;o, m&#250;ltiplas etapas e desgaste emocional, o que est&#225; sendo otimizado n&#227;o &#233; a experi&#234;ncia do cliente. &#201; o custo interno da opera&#231;&#227;o.</p><p>No curto prazo, isso pode parecer eficiente. No longo prazo, corr&#243;i confian&#231;a.</p><p>E confian&#231;a, diferente de um pedido, n&#227;o se recompra com um clique.</p><p>Talvez esteja na hora de revisitar, com honestidade, o que de fato significa colocar o cliente no centro.</p><p><em><strong>No fim, n&#227;o &#233; sobre facilitar a compra. &#201; sobre n&#227;o dificultar o b&#225;sico. E, quando houver problema, simplificar e resolver.</strong></em></p><p>Desculpe se este texto tem um tom de desabafo, mas, em pleno 2026, com IA em todas as frentes, voc&#234; ter que perder quase uma hora para resolver algo t&#227;o prim&#225;rio &#233;, de fato, irritante.</p><p>Por fim, se voc&#234; tem um produto ou presta algum tipo de servi&#231;o, crie um sistema que realmente acolha e atenda o seu cliente. Torne a jornada, do pr&#233; ao p&#243;s-compra, simples, f&#225;cil e leve. E, se houver problema, n&#227;o crie barreiras: <em><strong>construa pontes e acelere a solu&#231;&#227;o.</strong></em></p><p>Acredite: um atendimento &#225;gil, r&#225;pido e eficiente fideliza mais do que rios de dinheiro investidos em publicidade para atrair novos clientes.</p><p>Al&#244;, Amazon Brasil, bora acordar e criar um fluxo mais f&#225;cil, amig&#225;vel e intuitivo, j&#225; que voc&#234;s se dizem obcecados pelos clientes?</p><p>E voc&#234;, se se identificou, compartilha comigo algum &#8220;BO&#8221; que j&#225; viveu.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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Tem uma coisa curiosa sobre a nossa gera&#231;&#227;o, n&#243;s crescemos quase que como trilha sonora da vida. A gente n&#227;o s&#243; ouvia m&#250;sica, a gente sentia e vivia intensamente a m&#250;sica. Era clipe esperando estrear, era letra decorada, era festinha com tema americano, dan&#231;a improvisada na sala, discoteca no fim de semana e como era bom. Era uma esp&#233;cie de pertencimento, emo&#231;&#227;o e sobre viver a magia das pequenas e grandes experi&#234;ncias. E, de algum jeito, esse universo pop sempre teve um qu&#234; de encantamento.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Hipervisibilidade, cobran&#231;a, sexualiza&#231;&#227;o precoce, perda de identidade, vide esc&#226;ndalo e show de horror envolvendo Puffy D e outros nomes grandes da cultura pop.</p><p>O Justin atravessou tudo isso. Depress&#227;o, exposi&#231;&#227;o extrema, uso de subst&#226;ncias pesadas, quedas p&#250;blicas e sil&#234;ncios necess&#225;rios. Mas, mesmo nos momentos mais dif&#237;ceis, havia algo ali que muita gente percebia, quase de forma intuitiva, uma certa do&#231;ura, uma leveza que insistia em sobreviver, que insistia em &#8220;n&#227;o se deixar morrer&#8221;.</p><p>E foi isso que apareceu no Coachella. N&#227;o como um espet&#225;culo grandioso no sentido tradicional, mas como algo mais raro, um reencontro. O show foi quase um di&#225;logo entre o Justin de hoje e o menino que ele foi. Ali, com um computador, v&#237;deos antigos, registros do come&#231;o de tudo, inclusive do pr&#243;prio YouTube, ele construiu algo que n&#227;o parecia apenas performance, parecia cura. Eu n&#227;o sei voc&#234; mas, eu, me emocionei.</p><p>Vi como uma homenagem dupla, &#224; pr&#243;pria trajet&#243;ria e &#224;s pessoas que nunca foram embora. E talvez por isso tenha sido t&#227;o poderoso, porque enquanto ele revisitava a pr&#243;pria hist&#243;ria, cada pessoa na plateia fazia o mesmo &#224; sua maneira. De repente, n&#227;o era mais sobre ele, era sobre a gente.</p><p>A nostalgia tem esse efeito silencioso e profundo. Ela n&#227;o paralisa, ela reconecta. Funciona quase como aquela caixa de fotografias, um respiro no tempo, um convite para revisitar vers&#245;es nossas que ficaram guardadas, mas nunca foram embora. E num mundo cada vez mais automatizado, mais perform&#225;tico, mais mediado por algoritmos, sentir virou quase um ato de resist&#234;ncia. Ver um artista no palco, imperfeito, humano, presente, cantando a pr&#243;pria hist&#243;ria com quem viveu aquilo junto, &#233; o oposto da artificialidade. &#201; presen&#231;a real, emo&#231;&#227;o compartilhada, mem&#243;ria viva.</p><p>Talvez o mais bonito daquela noite n&#227;o tenha sido a performance em si, mas o que ela representou. O Justin n&#227;o s&#243; voltou, ele se reencontrou. E, no processo, permitiu que muita gente tamb&#233;m se reencontrasse, porque existe algo profundamente humano em ficar genuinamente feliz ao ver algu&#233;m ficar bem.</p><p>E talvez seja exatamente por isso que tanta gente vibrou. Porque, no fundo, o Justin Bieber n&#227;o estava s&#243; no palco do Coachella, ele estava representando algo que &#233; universal. Todo mundo tem uma hist&#243;ria. Todo mundo, em algum momento, trope&#231;a, se perde de si, se desconecta da pr&#243;pria ess&#234;ncia. E, com sorte e coragem, tamb&#233;m se reencontra, se reconstr&#243;i, supera.</p><p>O que aconteceu ali n&#227;o foi s&#243; m&#250;sica, n&#227;o foi s&#243; performance, n&#227;o foi s&#243; nostalgia. Foi identifica&#231;&#227;o, foi um espelho coletivo. Porque quando algu&#233;m exp&#245;e, ainda que de forma simb&#243;lica, a pr&#243;pria travessia, com quedas, excessos, dores e recome&#231;os, isso autoriza o outro a olhar para a pr&#243;pria jornada com mais gentileza.</p><p>E talvez tenha sido isso que gerou todo o buzz. N&#227;o apenas o retorno ao Coachella depois de tanto tempo, mas a mensagem silenciosa, quase sussurrada no meio das luzes, dos v&#237;deos e das m&#250;sicas. Eu passei por tudo isso e estou aqui. E, quando algu&#233;m diz isso com verdade, o que a gente escuta l&#225; no fundo &#233; simples e poderoso, voc&#234; tamb&#233;m pode.</p><p>No fim, talvez seja isso que a m&#250;sica, e a arte de forma geral, ainda fazem de melhor, lembrar a gente de quem a gente &#233; quando o mundo tenta transformar tudo em fun&#231;&#227;o. Porque, naquele palco, n&#227;o foi s&#243; o Justin que voltou. A gente tamb&#233;m voltou um pouco. Agora me conta, qual era ou &#233; a sua banda preferida? Eu tenho algumas! Agora aumenta o som e s&#243; curte, essa &#233; a minha preferida dele no momento. </p><p><a href="https://youtu.be/He9WmjUvpJ8?si=eH3HHMg3D96DIn4g">Daisies</a></p><p>Minha lista:</p><p>1- Aerosmith</p><p>2- A-ha</p><p>3- Hansons </p><p>4- Fleetwood Mac </p><p>5- DJ Agostino</p><p>6- Britney Spears </p><p>7- Erasure </p><p>8- Gun's and Rose </p><p>9- Roxette </p><p>10 - Avril Lavigne </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!P50t!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F0af86f84-ae19-496d-8902-c473f4b25288_1200x374.webp" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>24/30</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!P50t!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F0af86f84-ae19-496d-8902-c473f4b25288_1200x374.webp" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!P50t!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F0af86f84-ae19-496d-8902-c473f4b25288_1200x374.webp 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Eu entro logo depois, depois dos <em>early adopters,</em> quando j&#225; d&#225; para usar na pr&#225;tica, mas ainda antes de virar moda.</p><p>E &#233; exatamente desse lugar que vem essa reflex&#227;o.</p><p>Depois da histeria com o ChatGPT, agora &#233; a vez do Claude. Ou, como eu tenho brincado, o Claude "crazy", porque a loucura j&#225; escalou. Como toda febre, ela n&#227;o veio sozinha. Veio acompanhada de um frenesi coletivo, do famoso FOMO (Fear of Missing Out) e de uma nova leva de gurus que, com conhecimento raso, come&#231;am a vender solu&#231;&#245;es mirabolantes, promessas f&#225;ceis e caminhos encurtados.</p><p>A sensa&#231;&#227;o &#233; que estamos &#224; beira de um surto. N&#227;o pela tecnologia em si, que &#233;, sim, revolucion&#225;ria, mas pela forma como ela est&#225; sendo consumida. Existe uma diferen&#231;a enorme entre usar tecnologia como meio e trat&#225;-la como fim. E hoje muita gente j&#225; cruzou essa linha sem perceber.</p><p>A intelig&#234;ncia artificial n&#227;o &#233; intelig&#234;ncia no sentido humano. Ela &#233; estat&#237;stica sofisticada, capacidade de processamento, acesso massivo a padr&#245;es e execu&#231;&#227;o. Ela n&#227;o pensa, n&#227;o entende, n&#227;o vive. Ela processa, organiza e entrega respostas com uma efici&#234;ncia impressionante, ainda que, em alguns momentos, tamb&#233;m erre e distor&#231;a ou "alucine" como se fala por a&#237;.</p><p>Mesmo assim, tem gente tratando como se fosse uma substitui&#231;&#227;o direta do pensamento humano e isso &#233; perigoso.</p><p>Eu tenho observado um comportamento cada vez mais recorrente que tem me  incomodado profundamente. Uma gera&#231;&#227;o de jovens e novos empreendedores que n&#227;o aprofunda, n&#227;o investiga, n&#227;o sustenta racioc&#237;nio, mas opina com convic&#231;&#227;o e, mais do que isso, vende produtos e servi&#231;os com pouca consist&#234;ncia e credibilidade se auto denominando <em>experts.</em></p><p>&#201; a gera&#231;&#227;o <em>headline. </em>Os empreendedores de palco. Ou, como eu costumo chamar, a gera&#231;&#227;o <em>bullet, </em>leu duas linhas, j&#225; virou especialista. Ou pior, j&#225; lan&#231;ou um produto.</p><p>Mas existe algo ainda mais preocupante surgindo agora. A gente est&#225; criando, ou pelo menos acelerando, uma gera&#231;&#227;o que acredita que tudo precisa ser fluido, automatizado e imediato. Uma gera&#231;&#227;o que rejeita qualquer tipo de fric&#231;&#227;o ou desconforto em nome de crescimento.</p><p>E isso, na minha vis&#227;o, &#233; grave.</p><p>Porque fric&#231;&#227;o n&#227;o &#233; falha. Fric&#231;&#227;o &#233; forma&#231;&#227;o. &#201; no desconforto que a gente aprende, desenvolve repert&#243;rio, constr&#243;i pensamento cr&#237;tico e amadurece emocionalmente.</p><p>S&#243; que o que estamos vendo &#233; o oposto. Uma l&#243;gica de executar, processar, entregar e seguir para o pr&#243;ximo, sem pausa, sem reflex&#227;o, sem digest&#227;o.</p><p>Nesse processo, come&#231;amos a perder coisas que n&#227;o s&#227;o substitu&#237;veis por nenhuma tecnologia. A capacidade de sentir, de sustentar conversas dif&#237;ceis, de olhar no olho, de perceber nuances emocionais, de lidar com sil&#234;ncio, d&#250;vida e ambiguidade.</p><p>E talvez o mais grave seja isso. Estamos reduzindo o espa&#231;o do processo criativo real.</p><p>Porque criar n&#227;o &#233; apenas gerar.</p><p>Criar envolve caos, d&#250;vida, tentativa, erro, observa&#231;&#227;o, emo&#231;&#227;o, intui&#231;&#227;o, repert&#243;rio e aquele &#8220;borogod&#243;&#8221; que n&#227;o se explica. S&#243; que agora tudo vira produ&#231;&#227;o autom&#225;tica, r&#225;pido, limpo, otimizado, baseado em prompts infinitos e, muitas vezes, no melhor formato recorta e cola, sem identidade ou sensibilidade.</p><p>E &#233; aqui que entra um conceito que sempre guiou a minha trajet&#243;ria profissional: ambidestria.</p><p>A capacidade de sustentar dois mundos ao mesmo tempo. De um lado, o repert&#243;rio constru&#237;do, hist&#243;ria, experi&#234;ncia, sensibilidade e vis&#227;o cr&#237;tica. Do outro, o novo, tecnologia, velocidade, automa&#231;&#227;o e intelig&#234;ncia artificial.</p><p>Nunca foi sobre escolher. Sempre foi sobre integrar. Construir algo s&#243;lido. E solidez n&#227;o tem a ver com rigidez, tem a ver com sustenta&#231;&#227;o, profundidade e adaptabilidade.</p><p>Hoje, vejo muita gente pulando etapas e tentando surfar a onda da vez. Querendo acessar o novo sem ter constru&#237;do o antigo. Operando ferramenta sem desenvolver base. Querendo velocidade sem profundidade e isso cobra um pre&#231;o.</p><p>Sem repert&#243;rio, a tecnologia n&#227;o amplia, ela escancara. Escancara superficialidade, fragilidade de pensamento e aus&#234;ncia de crit&#233;rio.</p><p>A ambidestria &#233; o que impede esse colapso. &#201; o que garante que a tecnologia seja alavanca, e n&#227;o muleta.</p><p>Eu olho para tudo isso com curiosidade. Isso &#233; uma caracter&#237;stica minha. Eu uso, estudo, exploro, testo, erro, me adapto.</p><p>Mas, confesso que tenho sentido um certo inc&#244;modo. Porque fica cada vez mais evidente que n&#227;o estamos discutindo apenas ferramentas, mas o tipo de profissional e, mais do que isso, o tipo de ser humano que estamos nos tornando.</p><p>No final do dia, nenhuma intelig&#234;ncia artificial sente ou assume responsabilidade por algo que &#233; feito, produzido, afinal, quem decide ainda somos n&#243;s e talvez o maior risco n&#227;o seja perder empregos, seja perder algo muito mais silencioso e estrutural: a nossa capacidade de pensar, sentir, criarmos com profundidade e sermos reais, genuinamente, humanos. &#201; muito ruim essa sensa&#231;&#227;o desse "mundo artificial&#8221;que estamos vivendo. </p><p>Porque, no fim, n&#227;o &#233; a intelig&#234;ncia artificial que vai substituir o humano, &#233; a superficialidade, potencializada por ela, que pode tornar o humano irrelevante. </p><p>Agora me conta: voc&#234; tem usado a intelig&#234;ncia artificial para ampliar o seu repert&#243;rio ou est&#225;, mesmo sem perceber, permitindo que ela substitua o seu pensamento?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O problema não é se perder, é permanecer. ]]></title><description><![CDATA[N&#227;o s&#227;o as grandes decis&#245;es que te afastam de quem voc&#234; &#233;, mas as pequenas concess&#245;es que voc&#234; aprende a tolerar.]]></description><link>https://www.patymendlowicz.com/p/o-problema-nao-e-se-perder-e-permanecer</link><guid isPermaLink="false">https://www.patymendlowicz.com/p/o-problema-nao-e-se-perder-e-permanecer</guid><dc:creator><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></dc:creator><pubDate>Thu, 09 Apr 2026 00:05:40 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!emdX!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ffbe06eb4-a9b9-4294-a98e-310b15362ae8_707x487.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!emdX!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ffbe06eb4-a9b9-4294-a98e-310b15362ae8_707x487.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!emdX!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Ffbe06eb4-a9b9-4294-a98e-310b15362ae8_707x487.jpeg 424w, 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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S&#227;o narrativas que fazem a gente refletir sobre sentimentos, escolhas, pessoas, ciclos, amores e perdas.</p><p>N&#227;o pela hist&#243;ria em si, mas pelo que fica depois.</p><p>Porque a gente tende a imaginar que o desalinhamento chega de forma clara, quase como uma ruptura. Mas, na pr&#225;tica, ele acontece de forma muito mais silenciosa.</p><p>O mais comum &#233; ir se afastando de si sem perceber. Pequenas concess&#245;es que parecem inofensivas, ajustes que fazem sentido naquele momento, decis&#245;es que priorizam o que est&#225; fora enquanto o que est&#225; dentro vai sendo adiado. Nada disso, isoladamente, parece grave. Mas isso vai ficando.</p><p>E, aos poucos, come&#231;a a surgir uma sensa&#231;&#227;o dif&#237;cil de explicar. Como se algo estivesse sempre um pouco fora do lugar. A vida segue, as coisas continuam acontecendo, voc&#234; continua funcionando, mas j&#225; n&#227;o existe o mesmo encaixe.</p><p>&#201; como continuar vivendo uma vida que j&#225; n&#227;o respira com voc&#234;.</p><p>N&#227;o &#233; necessariamente falta de consci&#234;ncia. Em algum n&#237;vel, voc&#234; sabe. S&#243; que reconhecer isso implica olhar para escolhas, para caminhos que foram sendo constru&#237;dos, e nem sempre &#233; simples sustentar esse tipo de honestidade.</p><p>At&#233; que chega um ponto em que n&#227;o &#233; mais s&#243; inc&#244;modo. &#201; a percep&#231;&#227;o clara de que voc&#234; est&#225; vivendo algo que j&#225; n&#227;o te representa. E, a partir da&#237;, n&#227;o d&#225; mais para voltar ao autom&#225;tico. N&#227;o porque tudo precisa mudar de uma vez, mas porque a consci&#234;ncia muda a forma como voc&#234; se relaciona com a pr&#243;pria vida.</p><p>E talvez seja exatamente aqui que mora um dos pontos mais importantes, e menos falados. Perceber n&#227;o resolve tudo, mas muda tudo. Porque, a partir do momento em que voc&#234; enxerga, come&#231;a tamb&#233;m a possibilidade de realinhar. Nem sempre de forma r&#225;pida, nem sempre de forma confort&#225;vel, mas poss&#237;vel.</p><p>Assim como a Sloan, em diferentes momentos da hist&#243;ria, a gente tamb&#233;m atravessa fases dif&#237;ceis, que desorganizam, tiram o ch&#227;o e, por um tempo, nos afastam de n&#243;s mesmos. Mas isso n&#227;o pode se tornar um lugar permanente. Sem pressa, mas tamb&#233;m sem se abandonar, &#233; poss&#237;vel reconhecer, sentir e, aos poucos, se reposicionar. A vida n&#227;o exige respostas imediatas, mas pede presen&#231;a e coragem para n&#227;o continuar ignorando o que j&#225; ficou claro.</p><p>Talvez n&#227;o seja sobre ter um plano perfeito ou uma virada radical, mas sobre come&#231;ar, mesmo que devagar, a ajustar a rota com mais honestidade.</p><p>Porque, no fim, sempre existe um caminho poss&#237;vel quando a gente para de insistir no que j&#225; n&#227;o respira e decide voltar para si.</p><p>Agora me conta: o que voc&#234; tem feito por voc&#234;, algo que realmente te oxigena?</p><p>Por aqui, resgatei o h&#225;bito da leitura e da escrita. J&#225; foram cinco livros at&#233; agora, e  embora seja desafiador estar aqui estou me permitindo essa escrita livre, sem qualquer compromisso a n&#227;o ser o que vem na minha cabe&#231;a, risos, e acreditem, esse resgate tem feito mais sentido do que eu imaginava e por a&#237;, o que tem rolado, onde &#233; voc&#234; por voc&#234;? </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!wUQg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa55535a5-1240-470d-9982-614a221250a1_727x385.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>22/30</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!wUQg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa55535a5-1240-470d-9982-614a221250a1_727x385.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!wUQg!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fa55535a5-1240-470d-9982-614a221250a1_727x385.jpeg 424w, 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Eu levei alguns bons anos para entender isso. N&#227;o como uma frase clich&#234;, mas como uma leitura honesta da vida.</p><p>Quando estamos no meio de um desafio, especialmente daqueles que atravessam o pessoal, n&#227;o existe romantiza&#231;&#227;o poss&#237;vel. Existe o caos, o cansa&#231;o, a d&#250;vida, o medo e, &#224;s vezes, at&#233; uma sensa&#231;&#227;o de &#8220;injusti&#231;a&#8221; silenciosa. Aquela velha pergunta que insiste em aparecer: &#8220;por que isso est&#225; acontecendo comigo?&#8221;.</p><p>E talvez uma das maiores viradas de chave da minha vida tenha sido trocar essa pergunta por: &#8220;para qu&#234; isso est&#225; acontecendo?&#8221;.</p><p>Ao longo da minha trajet&#243;ria, marcada por muitas mudan&#231;as, perdas, recome&#231;os e momentos de incerteza, eu comecei a perceber que os desafios n&#227;o vinham para me diminuir. Pelo contr&#225;rio, eles vinham para me preparar. Mesmo quando, no meio do processo, tudo parecia confuso demais para fazer sentido, no fundo eu intu&#237;a que havia ali algo trabalhando a meu favor.</p><p>Desafios, para mim, nunca foram apenas obst&#225;culos. Sempre foram, e ainda s&#227;o, pontos de inflex&#227;o. Um convite, muitas vezes duro, para amadurecer, rever rota e fortalecer n&#227;o s&#243; a minha capacidade t&#233;cnica ou profissional, mas principalmente a minha estrutura emocional. Porque &#233; no pessoal que tudo come&#231;a.</p><p>&#201; na forma como voc&#234; lida com a frustra&#231;&#227;o, com a perda e com o n&#227;o controle que voc&#234; constr&#243;i, ou n&#227;o, a base para sustentar qualquer crescimento na vida profissional. N&#227;o existe alta performance sustentada sem maturidade emocional. E essa maturidade n&#227;o vem do conforto. Ela vem dos desafios que a vida te traz.</p><p>E, c&#225; entre n&#243;s, existe uma diferen&#231;a enorme entre desejar algo e estar disposto a viver o processo necess&#225;rio para sustentar esse algo.</p><p>Talvez o grande ponto seja esse: a gente quer o resultado, mas resiste ao processo.</p><p>E aqui entra uma reflex&#227;o importante sobre o tempo em que estamos vivendo.</p><p>Hoje, tudo &#233; imediato. Tudo &#233; acess&#237;vel. Tudo &#233; r&#225;pido. E isso, ao mesmo tempo que facilita a vida, tamb&#233;m reduz a nossa toler&#226;ncia ao desconforto. A fric&#231;&#227;o virou algo quase insuport&#225;vel. Se demora, se exige esfor&#231;o, se n&#227;o traz recompensa instant&#226;nea, parece errado.</p><p>Mas n&#227;o &#233;.</p><p>Crescimento n&#227;o &#233; imediato.<br>Maturidade n&#227;o &#233; instant&#226;nea.<br>E profundidade n&#227;o se constr&#243;i na aus&#234;ncia de dificuldade.</p><p>A minha gera&#231;&#227;o, que viveu a transi&#231;&#227;o entre o anal&#243;gico e o digital, aprendeu, muitas vezes sem perceber, a sustentar processos mais longos. A insistir mais. A lidar com a espera, com o erro e com a tentativa. E isso construiu algo que hoje faz muita diferen&#231;a: resili&#234;ncia.</p><p>N&#227;o uma resili&#234;ncia superficial, de discurso, mas aquela que se forma quando voc&#234; j&#225; atravessou o suficiente para saber que vai passar, mesmo quando parece que n&#227;o vai.</p><p>E &#233; por isso que, hoje, olhando para tr&#225;s, eu consigo dizer com tranquilidade que os momentos mais dif&#237;ceis da minha vida foram, tamb&#233;m, os que mais me expandiram.</p><p>N&#227;o porque foram f&#225;ceis. N&#227;o foram.<br>Mas porque me obrigaram a acessar vers&#245;es minhas que eu jamais acessaria na zona de conforto.</p><p>Eles me tornaram mais forte, sim. Mas, mais do que isso, me tornaram mais humana, mais consciente e mais emp&#225;tica. Mais capaz de entender que cada pessoa est&#225; enfrentando uma batalha que, muitas vezes, a gente n&#227;o v&#234;.</p><p>Ent&#227;o, quando um desafio aparecer, e ele vai aparecer, talvez a pergunta n&#227;o seja se isso deveria estar acontecendo.</p><p>Talvez a pergunta seja: o que isso est&#225; me ensinando que eu ainda n&#227;o aprendi?</p><p>Porque, no fim, desafio n&#227;o &#233; sobre dificuldade.<br>&#201; sobre transforma&#231;&#227;o.</p><p>E, quase sempre, &#233; sinal de que voc&#234; est&#225; sendo preparado para um pr&#243;ximo n&#237;vel. Para algo melhor, que exige uma vers&#227;o mais lapidada sua, capaz de sustentar o que vem depois.</p><p>Desafio nunca vem para te esmagar, ele vem para te expandir e sempre que voc&#234; duvidar da sua capacidade de superar e avan&#231;ar, lembre-se disso! </p><p>At&#233; mais, Paty</p><p> </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!7ktg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F24675733-1e72-450c-9907-da752b5768a3_736x358.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!7ktg!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F24675733-1e72-450c-9907-da752b5768a3_736x358.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!7ktg!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F24675733-1e72-450c-9907-da752b5768a3_736x358.jpeg 424w, 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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Menos disposi&#231;&#227;o para executar, mais pressa para opinar, menos interesse em compreender processos, mais vontade de reinventar antes mesmo de entender e zero compromisso com um resultado final de qualidade.</p><p>E, aos poucos, vai se naturalizando uma postura em que fazer o que foi pedido parece pequeno demais, mas n&#227;o &#233;.</p><p>Quando olho para tr&#225;s, para o in&#237;cio da minha trajet&#243;ria, ainda como estagi&#225;ria e depois j&#225; em posi&#231;&#245;es executivas, havia algo muito claro para mim. Existia senso de ordem, respeito e uma l&#243;gica, uma hierarquia, um caminho que, mais do que imposto, fazia sentido eu trilhar.</p><p>E esse caminho come&#231;ava com a escuta. Escutar mais do que falar, observar mais do que opinar, executar com aten&#231;&#227;o antes de sugerir mudan&#231;as, questionar para aprender e respeitar e valorizar a oportunidade de estar com profissionais muito mais experientes que eu, que &#8220;cheirava a leite&#8221;, como dizia minha av&#243;.</p><p>E n&#227;o estamos falando aqui, antes que os mimizentos de plant&#227;o apare&#231;am, de ambientes opressores, onde n&#227;o se podia falar. Estamos falando de empresas, neg&#243;cios e ambientes corporativos comuns. E, sim, havia espa&#231;o para ideias, mas, antes disso, havia um entendimento muito claro de hierarquia, tempo, contexto e constru&#231;&#227;o.</p><p>E sim, nesse percurso, eu engoli alguns sapos, mais de um e algumas vezes. E, olhando hoje, isso nunca foi dem&#233;rito. Foi parte do processo de aprendizado e de constru&#231;&#227;o profissional.</p><p>Crescer, em muitos momentos, exige isso, exige sustentar desconfortos, conter o impulso de reagir, maturidade para entender que nem tudo &#233; sobre o que voc&#234; quer fazer, mas sobre o que precisa ser feito e fazer bem feito. Sem ego, sem pressa de aparecer e sem ideias desconectadas da realidade.</p><p>Existe uma etapa que n&#227;o deveria ser ignorada, mas tem sido cada vez mais evitada: a de fazer o b&#225;sico com excel&#234;ncia, o famoso &#8220;feij&#227;o com arroz&#8221;, a entrega simples, correta, revisada. Aquilo que n&#227;o chama aten&#231;&#227;o de imediato, mas constr&#243;i algo muito mais valioso ao longo do tempo: consist&#234;ncia e confian&#231;a.</p><p>Foi assim que eu aprendi, foi desse jeito que eu cresci pessoal e profissionalmente, e n&#227;o com fones de ouvido em uma reuni&#227;o enquanto meu chefe explicava algo, ou ignorando &#225;udios com orienta&#231;&#245;es do que deveria ser feito, ou entregando por entregar, com erros de portugu&#234;s ou com textos mal acabados feitos pelo famigerado ChatGPT.</p><p>N&#227;o existe crescimento e amadurecimento profissional sem passar por essas etapas. &#201; ouvindo, executando, ajustando, melhorando que se aprende, e isso, de forma consistente, leva &#224; excel&#234;ncia, at&#233; que, em algum momento, a opini&#227;o passa a ter peso, a sugest&#227;o encontra espa&#231;o e a inova&#231;&#227;o deixa de ser express&#227;o de ego e passa a ser contribui&#231;&#227;o.</p><p>Hoje, o mercado vive um momento delicad&#237;ssimo, onde vigora uma ordem diferente e completamente distorcida, onde, antes mesmo de dominarem o b&#225;sico, j&#225; querem se destacar, antes de sustentarem entrega, j&#225; querem reconhecimento e, antes de compreenderem o todo, com os seus egos inflados, j&#225; querem contestar e emitir suas fr&#225;geis e rasas opini&#245;es.</p><p>Fato &#233;: em tempos de m&#237;dias sociais e IA sugerindo textos, nunca foi t&#227;o f&#225;cil parecer bom. Vide o LinkedIn, ou, como muitos j&#225; apelidaram, o Linkedisney.</p><p>Um surto coletivo onde estagi&#225;rios se autodenominam quase CEOs. Um ambiente onde as narrativas s&#227;o, muitas vezes, mais infladas, surtadas e completamente distoantes da realidade de conhecimento, das fun&#231;&#245;es atribu&#237;das e da entrega, ou melhor, da n&#227;o entrega.</p><p>As descri&#231;&#245;es s&#227;o impec&#225;veis, as trajet&#243;rias de suposta excel&#234;ncia e os curr&#237;culos dignos das melhores universidades do mundo que, na pr&#225;tica, inexistem. Se ao menos uma parte disso fosse real, ou seja, sustentada na execu&#231;&#227;o, ter&#237;amos, de fato, um cen&#225;rio de excel&#234;ncia generalizada, mas n&#227;o &#233; isso que se v&#234;.</p><h2>O que aparece, com frequ&#234;ncia, &#233; um descompasso: boa capacidade de se comunicar e baix&#237;ssima consist&#234;ncia para entregar.</h2><p>E, talvez mais preocupante do que isso, uma certa apatia, zero curiosidade por novas tecnologias, livros, estudo, pesquisa. Menos vontade de ir al&#233;m e disposi&#231;&#227;o quase nula para fazer melhor do que foi pedido.</p><p>Agem como se cumprir o m&#237;nimo j&#225; fosse suficiente, e sabemos que isso nunca foi o que diferenciou ningu&#233;m. O que sempre destacou profissionais foi justamente o oposto: o cuidado com o detalhe, a entrega al&#233;m do esperado, o respeito pela oportunidade recebida e a humildade de aprender com quem j&#225; percorreu o caminho.</p><p>Hoje, quando algu&#233;m demonstra esse n&#237;vel de comprometimento, isso chama aten&#231;&#227;o, porque se tornou raridade.</p><h3>Infelizmente, hoje est&#225; cada vez mais raro ver consist&#234;ncia, ver capricho e ver algu&#233;m verdadeiramente interessado em aprender antes de se posicionar.</h3><p>Talvez o que esteja faltando n&#227;o seja intelig&#234;ncia, nem potencial, mas algo muito mais simples: o capricho e o simples entendimento de que fazer bem feito o que foi pedido &#233; a base de tudo e, esse come&#231;o, muitas vezes ignorado por essa mo&#231;ada, que define quem de fato vai longe e quem vai ser apenas mais um nessa multid&#227;o de profissionais med&#237;ocres e com egos inflados que estamos lidando.</p><p>Se puder, compartilha comigo a sua vis&#227;o sobre isso?</p>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[A vida não espera você se encontrar. ]]></title><description><![CDATA[Existe um momento em que tudo continua funcionando por fora, mas voc&#234; j&#225; n&#227;o se reconhece por dentro.]]></description><link>https://www.patymendlowicz.com/p/a-vida-nao-espera-voce-se-encontrar</link><guid isPermaLink="false">https://www.patymendlowicz.com/p/a-vida-nao-espera-voce-se-encontrar</guid><dc:creator><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></dc:creator><pubDate>Sun, 29 Mar 2026 11:52:53 GMT</pubDate><enclosure url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!qS3r!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7b4e7efe-bb8c-4918-b6bf-2424cd92b100_668x402.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>20/30 </p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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Sabe o que incomoda, o que pesa, o que j&#225; n&#227;o faz mais sentido e, ainda assim, continua.</p><p>Porque se perder nem sempre faz barulho, &#224;s vezes, &#233; s&#243; ir se deixando para depois tantas vezes que, quando a gente percebe, j&#225; n&#227;o se reconhece mais no que escolhe. E o mais perigoso &#233; que isso quase sempre parece responsabilidade, comprometimento ou produtividade.</p><p>Voc&#234; est&#225; ocupada, resolvendo, entregando, sendo necess&#225;ria. Est&#225; presente em tudo, respondendo a todos, dando conta do que precisa ser feito, mantendo a vida &#8220;funcionando&#8221;. Mas, aos poucos, quase sem perceber, voc&#234; come&#231;a a desaparecer de si mesma e continua presente para todo mundo.</p><p>N&#227;o acontece de uma vez, isso vai acontecendo no dia a dia. Na correria. Nas urg&#234;ncias que nunca s&#227;o suas, mas que voc&#234; assume como se fossem. E, principalmente, nos pequenos adiamentos que parecem inofensivos, mas que, quando somados, v&#227;o te anulando e te afastando de voc&#234; mesma.</p><p>Voc&#234; come&#231;a cedendo um pouco. Depois, relevando mais um pouco. Quando percebe, est&#225; se adaptando a tudo, cabendo em todos os espa&#231;os, respondendo a todas as demandas e a todos.</p><p>E, sem perceber, vai se deixando para depois. N&#227;o parece errado e  talvez seja exatamente por isso que a gente continua. Porque, em troca, vem aquela sensa&#231;&#227;o de satisfa&#231;&#227;o, quase como uma dopamina que mascara o que de fato estamos sentindo.</p><p>A gente continua dando conta, continua sendo eficiente, continua sendo algu&#233;m em quem todos confiam. Mas, intimamente, sabemos que estamos quase &#8220;respirando por aparelhos&#8221;.</p><p>A vida come&#231;a a ficar autom&#225;tica demais. Vazia demais. Distante demais de quem somos e talvez uma das verdades mais dif&#237;ceis de encarar seja essa: a nossa vida &#233; &#250;nica.</p><p>Ela n&#227;o acontece duas vezes. N&#227;o existe um momento perfeito mais &#224; frente onde tudo vai se reorganizar e vamos finalmente viver com mais sentido. N&#227;o existe reprise esperando a gente se reencontrar.</p><p>A vida continua acontecendo enquanto a gente se abandona, se esquece e se distancia de quem realmente &#233;.</p><p>Hoje, no meio desse fluxo, me dei conta de algo que, ao mesmo tempo, pesa e liberta: se eu n&#227;o me proteger, inclusive de mim mesma, eu vou ser engolida e, pior, vou continuar no autom&#225;tico.</p><p>Foram anos operando em alta performance, com entregas constantes, exig&#234;ncia elevada e um ritmo que parecia sustent&#225;vel&#8230; at&#233; deixar de ser. Anos e anos sendo drenada por demandas que nem sempre eram minhas, por expectativas de perfei&#231;&#227;o e por um padr&#227;o de produtividade em modo m&#225;ximo, que nunca respeitou quem eu era de verdade.</p><p>E, se isso acontece por a&#237; tamb&#233;m, puxe o &#8220;freio&#8221;, n&#227;o vai ser f&#225;cil mas, &#233; preciso parar. Parar de ouvir tanto ru&#237;do, de tentar dar conta de tudo, de se colocar sempre depois e  inclusive, de se convencer de que isso &#233; normal.</p><p>Pare antes que voc&#234; adoe&#231;a e comece a se escutar de novo, com honestidade, com mais presen&#231;a e coer&#234;ncia f&#237;sica e emocional. Sem negociar tanto aquilo que importa.</p><p>Porque, no fundo, a pergunta n&#227;o &#233; complexa. O que, de fato, nos nutre? O que nos alimenta e, ainda assim, eu insistimos em deixar para depois? &#201; nisso que temos que focar e n&#227;o no que preenche agenda ou o que gera valida&#231;&#227;o ( que s&#227;o v&#225;lidos e necess&#225;rios mas, n&#227;o podem ser maiores ou mais importantes do que aquilo nos nos faz sentir vivos).</p><p>E talvez n&#227;o seja por acaso que escrever voltou a ocupar esse espa&#231;o para mim.</p><p>Eu assumi, quase como um compromisso silencioso comigo mesma, o desafio de escrever 30 textos.</p><p>Confesso que, por gostar de escrever, achei que seria f&#225;cil. Mas tem sido um exerc&#237;cio profundo de disciplina, resili&#234;ncia, prioriza&#231;&#227;o e autoconhecimento.</p><p>Estar aqui, pelo simples prazer de estar, sem preocupa&#231;&#227;o com engajamento, performance ou resultado, tem sido um desafio mas, ao mesmo tempo, libertador.</p><p>Talvez isso, por si s&#243;, j&#225; seja uma forma de voltar, de me enxergar de novo, de sair do autom&#225;tico e de voltar a viver uma vida mais minha.</p><p>H&#225; alguns dias, fiz um exerc&#237;cio simples, mas poderoso. E quero compartilhar com voc&#234;.Listei cinco coisas que eu amo e que, em algum momento, fui deixando de lado.</p><p>Ler.<br>Escrever.<br>Fotografar.<br>Desenhar/pintar.<br>Ter tempo de qualidade com meus pais e irm&#227;os.</p><p>&#201; simples, mas n&#227;o &#233; pequeno, porque s&#227;o justamente essas coisas que me devolvem para mim. E talvez se priorizar n&#227;o seja sobre mudar tudo de uma vez mas, sobre parar de se abandonar aos poucos.</p><p>Se isso fez sentido para voc&#234;, talvez valha come&#231;ar por algo simples, liste por a&#237; tamb&#233;m as cinco coisas que voc&#234; ama e que t&#234;m ficado para depois, apenas cinco.</p><p>Porque, no fim, n&#227;o &#233; o excesso de tarefas que nos esvazia, &#233; a nossa &#8220;aus&#234;ncia&#8221; nelas.</p><p>Com carinho,<br>Paty</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>19//30</p><p>Ontem eu fiz 50 anos.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Saber que existem pessoas que se importam, que lembram, que param um instante do seu dia para estar presentes, mesmo que &#224; dist&#226;ncia.</p><p>Eu me senti profundamente amada e isso &#233; t&#227;o gostoso que mexe com a gente e emociona.</p><p>Na verdade, eu tenho vivido um tempo especial, de renovo, de reencontros e, principalmente, de mais consci&#234;ncia aqui em Orlando. Imigrar traz desafios, desloca, exige reconstru&#231;&#227;o mas, tamb&#233;m amadurece, amplia, transforma.</p><p>E, nesse processo, algo tem feito toda diferen&#231;a para mim. Tenho me aproximado mais de Deus. Caminhamos juntos, literalmente, todos os dias. S&#227;o momentos silenciosos e, ao mesmo tempo, cheios de presen&#231;a. Dividir a vida com Ele, conversar, refletir&#8230; muda o jeito de enxergar tudo.</p><p>Talvez por isso tenha ficado t&#227;o claro, ontem, que somos muito mais ricos do que imaginamos. E n&#227;o tem absolutamente nada a ver com dinheiro.</p><p>Essa riqueza est&#225; nas rela&#231;&#245;es constru&#237;das ao longo do tempo, nas conex&#245;es verdadeiras, no amor que se d&#225; e, de alguma forma, encontra caminho de volta. Est&#225; tamb&#233;m na capacidade de perceber a beleza do simples, nas pequenas coisas que, com o tempo, revelam ser as mais importantes.</p><p>Amadurecer tem muito disso. Um refinamento do olhar. Uma escolha mais consciente sobre onde colocar energia, tempo e presen&#231;a.</p><p>E, ainda assim, tantas vezes o foco insiste no que falta, no que n&#227;o deu certo, no que ainda n&#227;o chegou. Ontem foi um lembrete forte de que j&#225; existe muito. Muito que j&#225; &#233;. Muito que j&#225; transborda.</p><p>E transbordou.</p><p>N&#227;o foi sobre festa. Foi sobre sentir. Sentir que vale a pena viver com intensidade, sem economizar presen&#231;a, sem medir entrega. Nunca soube viver pela metade. Sempre fui intensa, generosa, presente. E ver isso retornar de forma t&#227;o genu&#237;na s&#243; refor&#231;ou uma certeza tranquila: vale a pena.</p><p>No fim, n&#227;o &#233; sobre acumular, mas sobre marcar. Sobre a forma como se passa pela vida das pessoas. Sobre o que permanece depois de um encontro, de uma conversa, de um gesto.</p><p>E isso n&#227;o tem pre&#231;o.</p><p>Cinquenta anos chegaram leves. Sem peso, sem ruptura, sem crise. Existe leveza na alma, juventude na cabe&#231;a e no esp&#237;rito, e uma sensa&#231;&#227;o muito sincera de paz com as escolhas feitas at&#233; aqui.</p><p>Dizem que os 50 s&#227;o os novos 30. Pode at&#233; ser. Mas hoje parece menos sobre n&#250;mero e mais sobre estado interno. Idade marca o tempo, mas o que realmente transforma &#233; como se vive, como se escuta, como se respeita a pr&#243;pria trajet&#243;ria.</p><p>H&#225; algo especialmente bonito em olhar para tr&#225;s e reconhecer que foram constru&#237;das rela&#231;&#245;es cheias de afeto, de verdade, de presen&#231;a. Existe uma alegria genu&#237;na em perceber que, em algum momento, foi poss&#237;vel tocar o cora&#231;&#227;o de algu&#233;m.</p><p>Talvez seja isso o amor, no seu sentido mais amplo. E talvez seja isso que, no fim, d&#225; sentido a tudo.</p><p>Que eu possa seguir leve, feliz e em paz com as minhas escolhas.Me curando e sendo cura. Me transformando e evoluindo, dia ap&#243;s dia.</p><p>Que eu nunca perca a capacidade de dar e receber sorrisos at&#233; a barriga doer.<br>De dan&#231;ar e cantar Frozen com as crian&#231;as como se tiv&#233;ssemos a mesma idade.<br>De olhar para um c&#233;u azul, para um dia florido, e simplesmente agradecer.</p><p>Porque, no fundo, &#233; ali que Ele me mostra que est&#225; aqui comigo.<br>Que a minha vida &#233; preciosa para Ele. Que vale a pena viver.<br>Que vale a pena ser uma pessoa do bem, generosa comigo e com os outros.<br>Que a vida pode ser leve e feliz, desde que eu escolha e me permita viver assim.</p><p>Isso n&#227;o significa aus&#234;ncia de dor. Ela vem. Faz parte mas, existe uma diferen&#231;a enorme em saber que n&#227;o se est&#225; sozinho.</p><p>E talvez eu j&#225; esteja filosofando demais por aqui&#8230;Mas a verdade &#233; que eu sigo assim<br>ainda cheia de amor e feliz e grata por dia de anivers&#225;rio t&#227;o especial. N&#227;o podia come&#231;ar esse novo ciclo e o meu marco zero da longevidade de forma melhor, concordam?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!zjoD!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F43bbd43a-778d-4942-adeb-1f0a03113651_688x1178.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!zjoD!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F43bbd43a-778d-4942-adeb-1f0a03113651_688x1178.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!zjoD!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F43bbd43a-778d-4942-adeb-1f0a03113651_688x1178.jpeg 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Ela acontece em ciclos.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>A natureza n&#227;o negocia com o tempo. N&#227;o antecipa a flor no inverno, n&#227;o resiste ao outono, n&#227;o apressa a primavera. Ela apenas respeita o processo. E talvez seja exatamente isso que, muitas vezes, nos falte.</p><p>Vivemos tentando sustentar vers&#245;es que j&#225; n&#227;o cabem mais, acelerar fases que ainda pedem matura&#231;&#227;o e evitar, a qualquer custo, os momentos de recolhimento, como se apenas a expans&#227;o tivesse valor. Mas n&#227;o tem.</p><p>H&#225; dias de inverno em n&#243;s. Dias silenciosos, introspectivos, em que a vida acontece por dentro. Dias em que tudo parece mais lento e, ainda assim, profundamente necess&#225;rio.</p><p>H&#225; dias de ver&#227;o. Dias de expans&#227;o, de troca, de presen&#231;a, de intensidade, quando queremos viver, construir e ocupar espa&#231;o.</p><p>H&#225; dias de outono. Dias de encerramento, de desapego, de coragem para soltar o que j&#225; cumpriu seu papel, mesmo quando isso desorganiza certezas.</p><p>E h&#225; dias de primavera. Dias de renascimento, de energia que retorna, de vida que volta a pulsar, agora com mais consci&#234;ncia.</p><p>O problema nunca foi viver esses ciclos. O problema &#233; resistir a eles. &#201; querer florescer quando ainda &#233; inverno, &#233; se apegar ao que j&#225; caiu, &#233;, muitas vezes, se violentar para caber em tempos que j&#225; n&#227;o s&#227;o mais seus.</p><p>E, nesse desalinhamento, algo sutil, mas profundo, acontece. Eu, por exemplo, come&#231;o a me afastar de quem sou. Pequenas concess&#245;es, sil&#234;ncios acumulados, adapta&#231;&#245;es excessivas. At&#233; que, em alguns momentos, j&#225; n&#227;o me reconhe&#231;o mais.</p><p>Eu n&#227;o aprendi isso em livros. Aprendi vivendo.</p><p>J&#225; vivi invernos que me exigiram coragem antes mesmo de eu me sentir pronta. Sair da casa dos meus pais significou n&#227;o apenas mudar de endere&#231;o, mas aprender a existir em um mundo novo, que assustava e, ao mesmo tempo, expandia.</p><p>J&#225; vivi ver&#245;es longos, intensos, cheios de movimento e constru&#231;&#227;o. Anos em que a vida pulsava com for&#231;a e tudo parecia acontecer ao mesmo tempo.</p><p>Tamb&#233;m atravessei outonos densos, com tons de inverno, em que deixar ir n&#227;o era confort&#225;vel. Fases em que, muitas vezes, eu mesma j&#225; n&#227;o me reconhecia e precisei reaprender quem eu era, sem as camadas que tinham ficado pelo caminho.</p><p>Talvez seja por isso que, hoje, a primavera seja t&#227;o simb&#243;lica para mim e fa&#231;a tanto sentido.</p><p>Vivendo na Fl&#243;rida, em Orange County, uma regi&#227;o conhecida pela energia das flores de laranjeira, esse renascimento passa a ser vivido no dia a dia. Florescer, aqui, ganha forma, cor e presen&#231;a. Mas, mais do que isso, ganha consci&#234;ncia.</p><p>A escolha de respeitar o pr&#243;prio tempo. De n&#227;o me violentar para caber em fases que j&#225; n&#227;o s&#227;o mais minhas. De entender que cada ciclo tem uma fun&#231;&#227;o que n&#227;o pode ser ignorada sem custo.</p><p>Florescer, para mim, deixou de ser sobre estar no auge. Passou a ser sobre n&#227;o me abandonar no processo.</p><p>Sobre entender que o inverno tamb&#233;m constr&#243;i, que o outono tamb&#233;m liberta, que o ver&#227;o tamb&#233;m expande, mas n&#227;o sustenta para sempre. E que a primavera sempre volta.</p><p>E talvez exista algo ainda mais simb&#243;lico nesse momento.&#192;s v&#233;speras dos meus 50 anos, uma fase que muitos ainda enxergam com ressalvas, quase como um ponto de perda, eu enxergo como abertura.</p><p>Uma nova janela para celebrar a vida com mais consci&#234;ncia, mais presen&#231;a e mais verdade.</p><p>Se antes havia pressa, hoje h&#225; escolha. Se antes havia cobran&#231;a, hoje h&#225; clareza. E, principalmente, h&#225; gratid&#227;o por todas as esta&#231;&#245;es que me trouxeram at&#233; aqui.</p><p>Porque chegar at&#233; aqui n&#227;o &#233; sobre o tempo que passou. &#201; sobre tudo o que ainda pode florescer. Talvez essa seja a maior beleza dos ciclos.</p><p>Eu n&#227;o flores&#231;o menos com o tempo. Eu flores&#231;o melhor.</p><p>E espero viver e celebrar muitas e muitas primaveras pela frente. E voc&#234; tem se permitido florescer e viver os ciclos da vida?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>Porque, na pr&#225;tica, muitas rela&#231;&#245;es que ainda recebem o nome de amor t&#234;m sido sustentadas muito mais pela insist&#234;ncia em ficar do que pelo cuidado em como se est&#225;.</p><p>Conversas que ferem mais do que aproximam.<br>Palavras ditas sem filtro, como se a proximidade fosse autoriza&#231;&#227;o.<br>Sil&#234;ncios que afastam.<br>Presen&#231;as que s&#243; existem quando h&#225; necessidade.</p><p>E, aos poucos, o v&#237;nculo vai sendo atravessado n&#227;o pela falta de sentimento, mas pela forma como ele &#233; vivido.</p><p>&#201; aqui que entra um ponto que quase nunca &#233; nomeado com clareza: responsabilidade emocional. N&#227;o como um conceito bonito, mas como pr&#225;tica di&#225;ria.</p><p>Responsabilidade emocional &#233; perceber que o jeito que voc&#234; fala, reage, se ausenta ou se posiciona impacta diretamente o outro. E, a partir disso, fazer escolhas mais conscientes sobre como voc&#234; ocupa esse espa&#231;o.</p><p>N&#227;o se trata de controlar sentimentos. Se trata de n&#227;o transformar o outro no destino das suas rea&#231;&#245;es.</p><p>Na pr&#225;tica, &#233; n&#227;o tratar pessoas como extens&#227;o das suas necessidades moment&#226;neas. &#201; n&#227;o aparecer apenas quando conv&#233;m. &#201; n&#227;o falar de qualquer jeito s&#243; porque se est&#225; frustrado. &#201; n&#227;o ferir sob o argumento de sinceridade.</p><p>Existe uma diferen&#231;a importante entre express&#227;o e descarga. Expressar &#233; construir ponte. Descargar &#233; despejar peso.</p><p>E muitas rela&#231;&#245;es hoje n&#227;o se desgastam por falta de sentimento, mas por excesso de descarga e aus&#234;ncia de responsabilidade emocional no dia a dia.</p><p>Nos relacionamentos afetivos, isso se intensifica. A intimidade, que deveria ampliar o cuidado, muitas vezes vira justificativa para o descuido. Fala-se sem filtro. Reage-se sem pausa. Fere-se com a ideia de que quem ama aguenta.</p><p>Mas n&#227;o. Amar n&#227;o &#233; suportar qualquer coisa.</p><p>O amor pode ser leve, doce e generoso. E isso n&#227;o significa aus&#234;ncia de conflitos. Rela&#231;&#245;es reais atravessam fases dif&#237;ceis, turbul&#234;ncias, momentos de tens&#227;o e at&#233; tempestades. A diferen&#231;a est&#225; em como se atravessa tudo isso.</p><p>Quando h&#225; responsabilidade emocional, escolhe-se ficar n&#227;o por comodidade, mas por constru&#231;&#227;o. Decide-se permanecer n&#227;o para suportar, mas para cuidar, ajustar, reconstruir.</p><p>O amor n&#227;o precisa ser pesado para ser verdadeiro.</p><p>Entre amigos, a aus&#234;ncia de responsabilidade emocional aparece de forma mais silenciosa. &#201; o contato por interesse. A mensagem que s&#243; chega quando h&#225; uma necessidade. A rela&#231;&#227;o que se ativa na conveni&#234;ncia e se ausenta no cotidiano.</p><p>N&#227;o se trata de n&#227;o poder precisar. Rela&#231;&#245;es tamb&#233;m s&#227;o espa&#231;o de apoio. Mas quando o v&#237;nculo se resume a isso, o outro deixa de ser algu&#233;m e passa a ser fun&#231;&#227;o.</p><p>Amizade exige presen&#231;a sem agenda. Interesse genu&#237;no. Cuidado que n&#227;o depende de demanda.</p><p>Na fam&#237;lia, talvez esteja uma das maiores distor&#231;&#245;es. Existe uma cren&#231;a confort&#225;vel de que o la&#231;o de sangue sustenta qualquer rela&#231;&#227;o. Como se isso fosse suficiente. E n&#227;o &#233;.</p><p>Fam&#237;lia n&#227;o &#233; justificativa para aus&#234;ncia de cuidado. N&#227;o &#233; permiss&#227;o para invas&#227;o, desconsidera&#231;&#227;o ou palavras que ferem sem responsabilidade.</p><p>Relacionamento familiar tamb&#233;m exige aten&#231;&#227;o, escuta, generosidade e limites. Exige enxergar o outro como indiv&#237;duo, n&#227;o como papel. La&#231;os de sangue garantem origem, mas n&#227;o garantem v&#237;nculos saud&#225;veis.</p><p>No trabalho, a l&#243;gica muda de nome, mas n&#227;o de padr&#227;o. A objetividade vira desculpa para dureza. A transpar&#234;ncia encobre despreparo emocional. E a conviv&#234;ncia di&#225;ria passa a ignorar o impacto das rela&#231;&#245;es.</p><p>N&#227;o &#233; sobre amor. Mas ainda &#233; sobre respeito, cuidado e responsabilidade na forma como se est&#225; com o outro.</p><p>Porque, no fim, seja no amor, na amizade, na fam&#237;lia ou no trabalho, o que sustenta qualquer rela&#231;&#227;o n&#227;o &#233; apenas o v&#237;nculo que existe, mas a forma como ele &#233; vivido.</p><p>Rela&#231;&#245;es atravessam fases dif&#237;ceis. Isso &#233; inevit&#225;vel. Mas o que sustenta n&#227;o &#233; a capacidade de suportar, e sim a forma como duas pessoas escolhem se tratar enquanto atravessam essas fases.</p><p>&#201; no conflito que o cuidado mais aparece ou desaparece. &#201; na frustra&#231;&#227;o que o respeito &#233; testado. &#201; nos momentos dif&#237;ceis que a escolha deixa de ser discurso e vira pr&#225;tica.</p><p>E talvez seja isso que, no fim, realmente importa: n&#227;o o quanto o amor aguenta,mas o quanto ele preserva.</p><p>Afinal, como diz o Pequeno Pr&#237;ncipe: &#8220;Tu te tornas eternamente respons&#225;vel por aquilo que cativas.&#8221;</p><p>Quando existe cuidado, aten&#231;&#227;o genu&#237;na ao outro, at&#233; o dif&#237;cil encontra caminho.<br>Mas quando o cuidado falta, at&#233; aquilo que parecia capaz de suportar tudo se perde.</p><p>Fica, ent&#227;o, a reflex&#227;o: como voc&#234; tem escolhido estar nas suas rela&#231;&#245;es?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div>]]></content:encoded></item><item><title><![CDATA[O que um clube do livro fez por mim.]]></title><description><![CDATA[Leitura, encontros e muito mais.]]></description><link>https://www.patymendlowicz.com/p/o-que-um-clube-do-livro-fez-por-mim</link><guid isPermaLink="false">https://www.patymendlowicz.com/p/o-que-um-clube-do-livro-fez-por-mim</guid><dc:creator><![CDATA[Paty Mendlowicz]]></dc:creator><pubDate>Fri, 20 Mar 2026 00:24:23 GMT</pubDate><enclosure 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>16/30</p><p>Eu sempre gostei de ler mas, sendo muito honesta, nos &#250;ltimos dois anos eu li menos do que gostaria. A vida foi ficando mais corrida, mais pr&#225;tica&#8230; e, sem perceber, aquele tempo de pausa, de mergulho, foi ficando em segundo plano.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! Assine gratuitamente para receber novos posts e apoiar meu trabalho.</p></div><form class="subscription-widget-subscribe"><input type="email" class="email-input" name="email" placeholder="Digite seu e-mail&#8230;" tabindex="-1"><input type="submit" class="button primary" value="Inscreva-se"><div class="fake-input-wrapper"><div class="fake-input"></div><div class="fake-button"></div></div></form></div></div><p>E talvez por isso essa experi&#234;ncia recente tenha sido t&#227;o marcante. Porque n&#227;o foi s&#243; sobre voltar a ler. Foi sobre lembrar por que eu sempre amei tanto isso assim como sempre amei escrever, desde adolescente.</p><p>Eu nunca fui muito do suspense, do mist&#233;rio, do que causa tens&#227;o pelo medo. O que sempre me moveu na literatura foi o romance,  e talvez isso diga muito mais sobre mim do que sobre os livros em si.</p><p>Eu gosto da vida acontecendo. Gosto de hist&#243;rias em que o amor se constr&#243;i ou se reconstr&#243;i. Gosto de personagens que quebram, mas encontram um jeito de se refazer. Gosto de fam&#237;lias que se reorganizam, de mulheres fortes, de recome&#231;os improv&#225;veis e daquelas viradas de tirar o f&#244;lego sabe, que fazem a gente suspirar.</p><p>Acho que eu gosto, sobretudo, da capacidade humana de se reinventar. De se reconfigurar depois de uma queda. De encontrar sentido mesmo quando tudo parece fora do lugar.</p><p>Talvez por isso o romance sempre tenha sido meu lugar de conforto. N&#227;o pela fantasia, mas pela verdade que ele carrega. Porque falar de amor &#233;, inevitavelmente, falar de vida e de tudo que vem com ela.</p><p>Recentemente, reassisti o filme <em>A Vida em Si</em>, e ele traduz muito bem isso: como pequenas escolhas, encontros e desencontros v&#227;o moldando trajet&#243;rias inteiras. Como a vida vai se desenhando, muitas vezes fora de qualquer controle, mas ainda assim cheia de significado.</p><p>E, de certa forma, <em>A &#218;ltima Carta</em>, da Rebecca Yarros, toca nesse mesmo lugar.S&#243; que de um jeito mais intenso. Mais cru. Mais profundo. Foi, sem exagero, o livro mais triste que eu j&#225; li at&#233; o momento, n&#227;o me recordo de um livro ter mexido tanto comigo como esse.</p><p>E eu digo isso com o peso de quem j&#225; leu muito ao longo da vida e que por tudo que vivi e um dia falo mais sobre isso, j&#225; entende que a tristeza nem sempre &#233; algo a ser evitado.</p><p>&#192;s vezes, ela &#233; um convite.N&#227;o &#233; uma tristeza vazia. N&#227;o &#233; sofrimento gratuito. &#201; uma tristeza que ensina. Que nos molda, nos provoca, desloca e nos transforma. </p><p>Esse &#233; o tipo de leitura que n&#227;o termina quando voc&#234; fecha o livro. Ela continua.Nos pensamentos que voltam.Nas perguntas que surgem. Nas mem&#243;rias que, sem aviso, reaparecem.</p><p>A Rebecca Yarros tem uma habilidade muito particular de construir hist&#243;rias que parecem simples &#224; primeira vista, mas que, aos poucos, v&#227;o ganhando camadas e, quando voc&#234; percebe, j&#225; est&#225; completamente envolvido, emocionalmente comprometido com cada detalhe. </p><p>E talvez o mais impactante n&#227;o seja o que acontece na hist&#243;ria.Mas o que acontece dentro da gente enquanto lemos. Porque, em algum momento, a leitura deixa de ser sobre os personagens e passa a ser sobre n&#243;s, sobre como lidamos com perdas, as escolhas que fizemos e as que n&#227;o tivemos coragem de fazer. Sobre os recome&#231;os que adiamos e sobre aquilo que ainda estamos tentando entender.</p><p>E tudo isso ganhou uma dimens&#227;o ainda maior por causa do clube do livro. Entrar para o clube foi, de certa forma, um resgate. Um retorno a algo que parece antigo, quase ancestral.A ideia de sentar em roda.De ouvir, de falar e de compartilhar hist&#243;rias, vis&#245;es e sentimentos gerados a partir da leitura escolhida para o m&#234;s.</p><p>Lembra um pouco aquelas cenas das nossas av&#243;s, costurando, fazendo croch&#234;, preparando alguma coisa na cozinha, mas, no fundo, trocando experi&#234;ncias sobre a vida. Existe algo de muito genu&#237;no e potente nisso.</p><p>E talvez profundamente feminino, no sentido mais essencial da palavra: conex&#227;o, escuta, presen&#231;a. Cada encontro &#233; diferente e tem sido uma surpresa muito boa as amizades que tenho constru&#237;do a partir dali.</p><p>Porque cada pessoa l&#234; o mesmo livro a partir de um lugar completamente &#250;nico e isso &#233; fascinante. O que atravessa uma, n&#227;o toca a outra. O que emociona profundamente algu&#233;m, pode passar quase despercebido para outra.E, ainda assim, todas est&#227;o certas. Porque cada leitura carrega uma biografia, cada uma carrega a sua hist&#243;ria.</p><p>E talvez seja por isso que tem sido uma experi&#234;ncia t&#227;o transformadora. N&#227;o s&#243; porque eu voltei a ler mas, e principalmente, porque eu voltei a sentir, com mais aten&#231;&#227;o, mais profundidade, mais disponibilidade. </p><p>A gente passa grande parte da vida tentando evitar certos sentimentos&#8230;<br>mas s&#227;o justamente eles que nos conectam com o que h&#225; de mais humano em n&#243;s.</p><p>E, &#224;s vezes, tudo o que a gente precisa &#233; de uma boa hist&#243;ria, e de boas pessoas ao redor, para lembrar disso. Talvez nunca tenha sido s&#243; sobre livros. Mas sobre tudo aquilo que eles despertam. Agora me conta e por a&#237;, o que voc&#234; tem lido, qual foi o &#250;ltimo livro que mexeu profundamente com voc&#234;? </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!x2zI!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe7174abb-a7d5-4ca0-9eef-55d74f3774f5_959x853.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p><strong>15/30</strong></p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!x2zI!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe7174abb-a7d5-4ca0-9eef-55d74f3774f5_959x853.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!x2zI!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fe7174abb-a7d5-4ca0-9eef-55d74f3774f5_959x853.jpeg 424w, 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p><strong>Sobre deixar o conhecido, atravessar o desconforto e se reconstruir em outro lugar.</strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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O jeito de se comunicar muda, as refer&#234;ncias mudam, at&#233; aquilo que antes era natural passa a exigir esfor&#231;o, aten&#231;&#227;o e cuidado.</p><p>Estou aqui h&#225; oito meses. E quanta coisa aconteceu. E o quanto eu mudei.</p><p>Muita gente fala sobre o primeiro ano e diz que, nele, vivemos v&#225;rias fases. E &#233; verdade. Existe um processo gigante de transforma&#231;&#227;o acontecendo. Para mim, que optei pelos Estados Unidos, ele come&#231;ou muito antes da chegada. Come&#231;ou na pr&#243;pria decis&#227;o de mudar, no processo do greencard ( extremamente burocr&#225;tico, diga-se de passagem) e tamb&#233;m na fase da pr&#233;-mudan&#231;a, &#8220;empacotando&#8221; a vida em caixas e mais caixas e escolhendo o que ficava e o que n&#227;o fazia mais sentido levar.</p><p>Tenho a sensa&#231;&#227;o de que, nesses meses, passei por um turbilh&#227;o de emo&#231;&#245;es e sentimentos. E &#233; um pouco desse olhar, dessa experi&#234;ncia, que quero compartilhar aqui.</p><p>No come&#231;o, existe um entusiasmo muito grande. &#201; dif&#237;cil n&#227;o ter. Tudo &#233; novo, diferente, cheio de possibilidades. Existe aquela sensa&#231;&#227;o de conquista, de estar vivendo algo que, em algum momento, foi muito sonhado.</p><p>Mas, aos poucos, o encantamento vai passando&#8230; e as fichas v&#227;o caindo.</p><p>Sem muito alarde, as coisas come&#231;am a parecer fora do lugar. N&#227;o &#233; exatamente um choque, &#233; mais um &#8220;desencaixe&#8221;. Como se voc&#234; j&#225; n&#227;o coubesse totalmente onde estava&#8230; mas ainda n&#227;o tivesse certeza de que pertence ao novo lugar.</p><p>Voc&#234; percebe que viver em um pa&#237;s novo, que antes era um destino de f&#233;rias,  vai muito al&#233;m de falar a l&#237;ngua ou conseguir se virar no dia a dia. O buraco &#233; muito mais embaixo.</p><p>&#201; ir a uma farm&#225;cia e n&#227;o conseguir resolver algo simples como voc&#234; sempre fez.<br>&#201; dirigir h&#225; anos e, de repente, ter que provar tudo de novo, fazendo prova pr&#225;tica e te&#243;rica, sendo quase uma cinquentona.<br>&#201; entrar no supermercado e n&#227;o reconhecer nada, n&#227;o saber exatamente o que escolher, nem onde encontrar itens b&#225;sicos que voc&#234; antes comprava de olhos fechados.</p><p>E, al&#233;m disso, passa a existir toda uma rotina dom&#233;stica, de dona de casa mesmo que, pelo menos para mim, que vinha de uma rotina de executiva super intensa, n&#227;o me &#8220;pertencia&#8221;. Esse foi um dos primeiros baques. Da noite para o dia, tive que assumir tudo. Da faxina ao mercado, de dar banho nos cachorros a montar m&#243;veis.</p><p>E, sem perceber, por mais que isso tamb&#233;m te mostre o quanto voc&#234; &#233; capaz&#8230; isso drena, consome, cansa. S&#227;o pequenas coisas que somadas, ganham um peso enorme.</p><p>E, junto com elas, vem aquela pergunta que assombra muitos imigrantes no in&#237;cio da jornada: &#8220;Ser&#225; que foi a melhor decis&#227;o?&#8221;</p><p>Por um tempo, viver nesse &#8220;limbo&#8221; de perder refer&#234;ncias e ainda n&#227;o ter criado novas &#233; delicado. Pode parecer bobo para quem est&#225; de fora, mas n&#227;o &#233;. &#201; intenso. E essa falta de refer&#234;ncia faz muita gente desistir.</p><p>Outro ponto pouco falado &#233; que, no come&#231;o, &#233; voc&#234; com voc&#234;. E mais ningu&#233;m.</p><p>E, se voc&#234; tem dificuldade de lidar com a pr&#243;pria companhia, imigrar te obriga a encarar isso. Muitas vezes &#233; voc&#234;, seu marido, seus filhos&#8230; e s&#243;.</p><p>E isso, por um lado, fortalece v&#237;nculos. Aproxima.<br>Mas, por outro, pode ser dif&#237;cil e exaustivo, principalmente para n&#243;s, mulheres, que acabamos absorvendo muita coisa.</p><p>Outro ponto importante, e quase ignorado, &#233; a carreira. Muitas vezes, um dos dois pausa a pr&#243;pria trajet&#243;ria para que o outro avance. E, se isso n&#227;o for muito bem alinhado, pode gerar frustra&#231;&#227;o, tristeza e at&#233; um certo luto pelo que ficou para tr&#225;s.</p><p>E n&#227;o pensem que estou sendo pessimista.Estou sendo honesta.Porque acho importante falar do que muita gente n&#227;o fala.</p><p>Quantas vezes, nesses oito meses, me peguei caminhando e pensando:<br>&#8220;Fiz a coisa certa?&#8221;, &#8220;Est&#225; valendo a pena?&#8221;, &#8220;Se acontece alguma coisa comigo agora, o que eu fa&#231;o?&#8221;</p><p>Pode parecer exagero.Mas n&#227;o &#233;. &#201; consci&#234;ncia de estar em um lugar onde voc&#234; ainda est&#225; aprendendo a existir.</p><p>Dito tudo isso, voc&#234; pode se perguntar: vale a pena?</p><p>Hoje, oito meses depois, eu digo: sim. E faria tudo de novo.</p><p>Mas talvez eu me preparasse emocionalmente melhor. N&#227;o pelo controle, mas pela sanidade. Por entender melhor o que esse processo exige. E &#233; por isso que resolvi compartilhar essa viv&#234;ncia.</p><p>Hoje, eu sou outra pessoa, criei uma rotina que n&#227;o me massacra mais, pelo contr&#225;rio, me traz autonomia e autoconfian&#231;a. Aos poucos, estou me entendendo, criando la&#231;os, construindo refer&#234;ncias. Tenho resgatado h&#225;bitos que a rotina insana de antes tinha me feito perder.</p><p>A sensa&#231;&#227;o que tenho hoje &#233; que estou mais pr&#243;xima de uma vers&#227;o minha que eu sempre gostei e que estava adormecida.</p><p>Uma vers&#227;o mais leve. Mais pr&#225;tica.Menos cr&#237;tica.Mais grata.Mais disposta a fazer a vida fluir.</p><p>Ainda n&#227;o &#233; totalmente natural. Mas j&#225; n&#227;o &#233; t&#227;o estranho quanto antes.</p><p>A adapta&#231;&#227;o, que parecia enorme, come&#231;a a se acomodar e, com ela, vem uma transforma&#231;&#227;o profunda. A gente j&#225; n&#227;o &#233; mais exatamente quem era antes de chegar.<br>Mas tamb&#233;m n&#227;o deixou de ser, &#233; como se novas camadas fossem sendo incorporadas. Novas habilidades, novos olhares e novas formas de viver e confesso, &#233; muito gostoso voltar a sentir esse &#8220;friozinho na barriga&#8221; do novo acontecendo sabe?</p><p>Hoje, sinto que carrego mais refer&#234;ncias dentro de mim. E, aos poucos, isso deixa de ser conflito e passa a ser expans&#227;o. E talvez seja isso que ningu&#233;m explica muito bem. Migrar n&#227;o &#233; s&#243; come&#231;ar de novo, &#233; ter coragem de atravessar esse processo inteiro. De lidar com o desconforto, com a solid&#227;o, com a falta de controle e, ainda assim, continuar. Talvez imigrar seja exatamente isso. como transplantar uma &#225;rvore. Voc&#234; n&#227;o chega vazio. Voc&#234; chega com ra&#237;zes. Com hist&#243;ria. Com tudo o que construiu e te trouxe at&#233; ali mas, agora tem que encarar um novo solo, uma nova jornada e passar a pertencer. </p><p>Por um tempo, voc&#234; pode at&#233; achar que nada est&#225; acontecendo mas, acredite, est&#225; e voc&#234; de forma instintiva est&#225; reaprendendo a viver, a criar novos la&#231;os e ra&#237;zes. Leva um tempo, leva, &#233; o ciclo natural da vida mas, acontece e quando essas novas &#8220;ra&#237;zes&#8221; se firmarem, a vida volta a crescer, talvez de um jeito diferente.Mais consciente. Mais leve.Mais seu. Mas, sim a vida volta para o seu lugar e os frutos chegam e de novo a gente volta a florescer. </p><p>Espero que de alguma forma esse texto tenha te encontrado e ajude a voc&#234; a ter CORAGEM de tomar decis&#245;es seja imigrar, mudar de cidade, de emprego, ter um filho, casar, &#8220;descasar&#8221; ou apenas no seu dia a dia, se escolher. Beijo beijo com carinho Paty</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!XtKS!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbf83d586-aa1b-4932-8785-1d3d4bcf4ed0_1054x1054.jpeg" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>14/30 </p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!XtKS!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbf83d586-aa1b-4932-8785-1d3d4bcf4ed0_1054x1054.jpeg" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!XtKS!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2Fbf83d586-aa1b-4932-8785-1d3d4bcf4ed0_1054x1054.jpeg 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Acontece no trabalho, nas amizades, na fam&#237;lia e na vida em geral.</p><p>Aos poucos, vamos nos deslocando do nosso pr&#243;prio eixo para tentar dar conta do mundo alheio. Quem a&#237; j&#225; n&#227;o foi &#8220;engolido&#8221; pelo problema de algu&#233;m?</p><p>E acredite: o pre&#231;o desse tipo de concess&#227;o ou envolvimento n&#227;o &#233; barato. Pelo contr&#225;rio, quase sempre &#233; alto. Muitas vezes perdemos a nossa paz e o nosso equil&#237;brio tentando ser calmaria na tempestade do outro. Perdemos tempo, presen&#231;a e energia tentando sustentar urg&#234;ncias que n&#227;o nasceram em n&#243;s.</p><p>E o pior n&#227;o &#233; apenas o desgaste. &#201; aquela sensa&#231;&#227;o &#237;ntima de frustra&#231;&#227;o que aparece depois, quando sabemos, l&#225; no fundo, que aquilo n&#227;o nos cabia.</p><p>Empatia &#233; necess&#225;ria. Cuidado tamb&#233;m. Mas, &#224;s vezes, uma dose de ego&#237;smo de nossa parte n&#227;o faz mal a ningu&#233;m. &#201; f&#225;cil? Claro que n&#227;o. Geralmente est&#227;o envolvidas pessoas importantes para n&#243;s, em alguma medida. Ainda assim, a maturidade emocional exige algo que muita gente, inclusive quem vos escreve, ainda resiste em aprender: limites.</p><p>Cada pessoa precisa assumir o seu lugar, as suas escolhas e as consequ&#234;ncias delas.</p><p>N&#227;o somos respons&#225;veis por salvar o mundo, nem por resolver os B.O.s de todo mundo. A chamada s&#237;ndrome da hero&#237;na justiceira pode at&#233; parecer virtude, mas quase sempre &#233; apenas um caminho silencioso para o autoabandono, muitas vezes alimentado por inseguran&#231;a ou pela necessidade de aceita&#231;&#227;o.</p><p>&#201; fato: enquanto tentamos resolver o caos do outro, algo nosso vai ficando pelo caminho.</p><p>&#192;s vezes &#233; a paz.<br>&#192;s vezes &#233; a energia.<br>&#192;s vezes &#233; o brilho.</p><p>E, muitas vezes, &#233; algo ainda mais precioso: o nosso tempo de vida.</p><p>O tempo que poderia estar sendo investido em um projeto pr&#243;prio, em uma oportunidade que passou, em uma ideia que ficou na gaveta ou em um movimento que n&#227;o fizemos porque est&#225;vamos ocupados demais tentando sustentar o mundo de algu&#233;m.</p><p>E h&#225; algo importante de aceitar na vida adulta: nem tudo que &#233; prioridade para algu&#233;m ser&#225; prioridade para voc&#234;. E est&#225; tudo bem. Maturidade tamb&#233;m &#233; reconhecer isso sem culpa, sem a necessidade de salvar, consertar ou carregar o que n&#227;o nos pertence.</p><p>Talvez um dos maiores sinais de lucidez seja aprender a proteger aquilo que n&#227;o volta: o nosso tempo e a nossa energia.</p><p>E voc&#234;, tem vivido o seu caminho ou tem usado o seu tempo tentando ser boia salva-vidas de algu&#233;m?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" 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E n&#227;o falo de seguidores em redes sociais. Falo de amizade real, off-line.</p><p>Amizades continuam sendo uma das experi&#234;ncias mais bonitas e necess&#225;rias da vida. Eu tenho lembran&#231;as lindas de amigas muito queridas em diferentes fases da minha vida.</p><p>Amigos trazem leveza para os dias dif&#237;ceis. Enchem a nossa rotina de risadas inesperadas, conversas longas, pux&#245;es de orelha, confid&#234;ncias e aquela sensa&#231;&#227;o t&#227;o rara de pertencimento. Muitas vezes s&#227;o eles que nos ajudam a nos enxergar com mais gentileza, com mais amor e com menos cobran&#231;a.</p><p>Eu sempre fui aquela pessoa &#8220;amiga de todos&#8221;, dispon&#237;vel e pau para toda obra. De trabalho escolar e festinha surpresa para os filhos, a opini&#227;o sobre um projeto de trabalho, socorro em casa, programas de &#237;ndio hahaha&#8230; e por a&#237; vai.</p><p>Eu amo cuidar das minhas amigas e amigos. Amo impulsion&#225;-los, celebrar suas conquistas, v&#234;-los bem, felizes, realizados, cheios de projetos e sonhos ganhando forma. Existe algo profundamente bonito em acompanhar o crescimento de quem caminha ao nosso lado. A alegria deles tamb&#233;m se torna minha.</p><p>Mas, confesso algo que talvez nem sempre seja f&#225;cil de admitir. Eu tenho dificuldade em me expor de verdade, em me deixar ser cuidada, em confiar profundamente, em me abrir completamente. Talvez porque, em muitos momentos, o mundo pare&#231;a um pouco estranho e me mostrar mais vulner&#225;vel nem sempre seja confort&#225;vel.</p><p>Hoje, muitas rela&#231;&#245;es come&#231;am de uma forma ruim. Antes de quererem saber quem voc&#234; &#233;, querem saber o que voc&#234; faz. Ou pior, o que voc&#234; pode fazer por elas na verdade. E, quando isso acontece, aquilo que parecia amizade muitas vezes revela ser apenas uma rela&#231;&#227;o de interesse e deste tipo de rela&#231;&#227;o &#8220;maquiada de amizade&#8221; eu estou fora, n&#227;o quero mais na minha vida chegando perto dos 50.</p><p>Para mim, amizade &#233; outra coisa.</p><p>Amizade &#233; mais profunda. Mais &#237;ntima. Mais genu&#237;na. N&#227;o exige presen&#231;a f&#237;sica constante, mas exige interesse real. Cuidado verdadeiro. Aquela vontade sincera de saber se o outro est&#225; bem ou precisando de algum apoio ou ajuda.</p><p>&#192;s vezes esse cuidado aparece nas coisas mais simples. Uma mensagem perguntando como foi o dia. Um meme enviado no meio de uma tarde exaustiva. Um &#8220;vi isso e lembrei de voc&#234;&#8221;. Um &#225;udio inesperado. Pequenos gestos que dizem algo muito poderoso: eu penso em voc&#234;, eu me importo com voc&#234; e voc&#234; pode contar comigo.</p><p>Existe uma m&#225;xima antiga que continua absolutamente atual: se voc&#234; se importa, demonstre, amor, nunca &#233; demais concordam?</p><p>Apesar de ter poucas amigas realmente &#237;ntimas, tenho algumas que s&#227;o preciosas demais. E que, nas horas mais dif&#237;ceis e solit&#225;rias da minha vida, seguraram a onda comigo. Irm&#227;s de cora&#231;&#227;o que simplesmente n&#227;o soltaram a minha m&#227;o. Elas me seguraram quando eu achei que n&#227;o fosse aguentar. Estiveram presentes de verdade, com cuidado, com sil&#234;ncio, com colo e com for&#231;a. E isso eu jamais vou esquecer.</p><p>S&#227;o nesses momentos que entendemos o verdadeiro valor de uma amizade.</p><p>Hoje estou vivendo uma fase diferente da vida. Estou em outro pa&#237;s, em uma nova cultura, construindo novos c&#237;rculos de amizade. Tenho sido mais intencional com isso. Mais aberta, mais dispon&#237;vel e mais disposta a cultivar essas conex&#245;es.</p><p>J&#225; tive alguns baques. Algumas frustra&#231;&#245;es. Em alguns momentos imaginei que teria mais apoio de uma ou outra pessoa e percebi que, na verdade, elas n&#227;o se importavam tanto assim e est&#225; tudo bem, como falei, no in&#237;cio, cada um tem a sua vida e mais importante que a presen&#231;a &#233; o interesse real. E hoje, passado alguns meses, confesso que isso at&#233; foi bom porque tamb&#233;m abriu espa&#231;o para o novo, para felizes surpresas e descobertas. E tudo isso tem sido muito gostoso.</p><p>Ontem, depois de alguns anos mais introspectiva, fiz algo que amo: abri a minha casa. Preparei um brunch para duas novas amigas. E o que era para ser um encontro simples virou quase quatro horas de conversa, risadas, trocas e confid&#234;ncias.</p><p>Sa&#237;mos dali com aquela sensa&#231;&#227;o leve, deliciosa de que aquele foi apenas o primeiro cap&#237;tulo de uma hist&#243;ria que ainda tem muito para amadurecer.</p><p>Criamos at&#233; um clube e combinamos de ter ao menos um encontro por m&#234;s s&#243; nosso, o &#8220;Orange Blossom Club&#8221;. Al&#233;m do OBC tenho o &#8220;Valorosas&#8221; um grupo de whats com amigas recentes tamb&#233;m mas, que tem enchido a minha vida de amor, risadas, carinho e cuidado e, estou participando de um BOOK CLUB com outras imigrantes brasileiras aqui na minha cidade e est&#225; muito bacana.  </p><p>E assim a nova vida, as novas amizades v&#227;o acontencendo e, estou super feliz porque voltei a ter aquela sensa&#231;&#227;o de acolhimento, de pertencimento a um c&#237;rculo de novas amigas e de ter aquele sensa&#231;&#227;o de que n&#227;o estou sozinha e tenho com quem contar e neste momento onde tudo &#233; novidade, o nosso cora&#231;&#227;o fica mais &#8220;quentinho&#8221; concordam?  </p><p>Agora me contem e por a&#237;, como andam as suas amizades? Voc&#234; tem cultivado rela&#231;&#245;es reais ou anda s&#243; trocando likes nas redes sociais, achando que isso &#233; suficiente?</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" stroke="currentColor" stroke-width="2" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" class="lucide lucide-maximize2 lucide-maximize-2"><polyline points="15 3 21 3 21 9"></polyline><polyline points="9 21 3 21 3 15"></polyline><line x1="21" x2="14" y1="3" y2="10"></line><line x1="3" x2="10" y1="21" y2="14"></line></svg></button></div></div></div></a></figure></div><p>O amor materno &#233; uma dessas for&#231;as silenciosas que a gente leva anos para compreender de verdade.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Quanto mais a vida passa, mais eu entendo o valor das coisas simples que um dia pareceram t&#227;o comuns.</p><p>Os almo&#231;os em fam&#237;lia.<br>Os anivers&#225;rios juntos.<br>Sentar para ver televis&#227;o sem assunto importante.<br>Falar coisas aleat&#243;rias na cozinha.<br>Apenas estar ali&#8230; vendo a vida passar.</p><p>Porque, no fundo, o que faz falta mesmo &#233; aquilo que parecia t&#227;o cotidiano: o colo, o aconchego, a presen&#231;a que sempre esteve dispon&#237;vel.</p><p>As maiores dores da minha vida, curiosamente, tamb&#233;m atravessam a maternidade. Um dia ainda quero falar com mais calma sobre essa jornada de quatro perdas gestacionais que vivi. Todas elas aconteceram longe da minha m&#227;e.</p><p>Tive amigas que, por muitos anos, foram verdadeiras m&#227;es de cora&#231;&#227;o. Mulheres incr&#237;veis que cuidaram de mim, me acolheram e me ajudaram a atravessar momentos dif&#237;ceis.</p><p>Mas a verdade &#233; que nada, absolutamente nada, substitui o colo da nossa m&#227;e.</p><p>Hoje escrevo isso com l&#225;grimas nos olhos.</p><p>Talvez porque, com o passar dos anos, a gente comece a sentir o tempo escorrendo pelas m&#227;os. Talvez porque a dist&#226;ncia f&#237;sica fa&#231;a tudo parecer ainda mais intenso. Talvez porque seja duro lidar com essa finitude silenciosa da vida, com o tempo que n&#227;o volta, com a sensa&#231;&#227;o de uma aus&#234;ncia que, mesmo cheia de amor, ainda &#233; aus&#234;ncia.</p><p>Agora h&#225; pouco minha m&#227;e me mandou uma mensagem: um v&#237;deo do Frei Gilson rezando pelos filhos.</p><p>Ela sempre reza por n&#243;s.</p><p>Mesmo longe, eu sinto a presen&#231;a dela na minha vida. Seja nas caixas de anivers&#225;rio recheadas com del&#237;cias que ela sempre dava um jeito de me mandar com tudo que u gosto de comer hahah e com cart&#245;es e presentes cheios de carinho assinando por ela e pelo meu pai, nos &#8220;bom dias&#8221; di&#225;rios pelo whats, pelos v&#237;deos que ela me envia do IG e por a&#237; vai, tanto que, toda vez que vou viajar, n&#227;o embarco sem antes pedir que ela acenda uma vela no relic&#225;rio dela, aquele cantinho cheio de santinhas e santinhos, e fa&#231;a uma ora&#231;&#227;o por mim.</p><p>E ela faz.</p><p>Sempre fez.</p><p>S&#243; quem tem pais vivos e mora longe entende essa mistura de saudade, gratid&#227;o e medo do tempo passando.</p><p>Por isso, se voc&#234; ainda tem seus pais por perto, aproveite. Esteja presente. Almoce junto. Escute hist&#243;rias repetidas. Abrace sem pressa. Retribua todo o amor e carinho que recebeu.</p><p>Porque, no fim das contas, &#233; isso que d&#225; sentido &#224; vida.</p><p>&#201; isso que enche o cora&#231;&#227;o.</p><p>M&#227;e, obrigada por sempre se fazer presente, pelas ora&#231;&#245;es, pelas puxadas de orelha, pelo amor imenso e por me ajudar a ser quem eu sou.</p><p>Eu amo voc&#234;s.</p><p>E daqui de longe, tamb&#233;m rezo todos os dias para que Deus os conserve por muitos e muitos anos. Porque n&#227;o existe rem&#233;dio melhor, nem lugar mais seguro no mundo, do que o colo de m&#227;e.</p><p>Espero ver voc&#234;s logo, com amor e muitas saudades sempre.</p><p> </p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rrJq!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F69712cca-a106-40c3-836b-6a4e899a26d3_1536x1024.png" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>11/30</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rrJq!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F69712cca-a106-40c3-836b-6a4e899a26d3_1536x1024.png" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!rrJq!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F69712cca-a106-40c3-836b-6a4e899a26d3_1536x1024.png 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Esta semana, uma outra &#8220;grande player&#8221;, mais especificamente do marketing digital, fez um v&#237;deo "intimista", anunciando que iria encerrar suas empresas, demitir 80% da equipe e voltar ao b&#225;sico, ou seja, retornar ao que ela sempre gostou de fazer: gravar v&#237;deos no tempo dela e sem a press&#227;o de "vender" algo ou um estilo de vida de sucesso.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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Tamb&#233;m conhe&#231;o bem a sensa&#231;&#227;o de nunca parecer ser suficiente e de sempre sentir que ainda faltava mais.</p><p>Melhor do que ningu&#233;m, sei o pre&#231;o que paguei e o quanto custou cada excesso e cada desequil&#237;brio que cometi ao longo de alguns anos na minha vida pessoal em prol da minha carreira e posi&#231;&#227;o. </p><p>Hoje faria algo diferente? Talvez.</p><p>Provavelmente seria mais objetiva e intencional. Talvez demarcasse melhor esses momentos de desequil&#237;brio para que eles realmente fossem pontuais e n&#227;o um modo autom&#225;tico ou um estado permanente de sobreviv&#234;ncia ou um estilo de vida validado como sucesso.</p><p>Mas isso a gente s&#243; aprende vivendo, observando os outros e sentindo os efeitos.</p><p>Ao longo da minha jornada ouvi in&#250;meras vezes meus pais e pessoas mais experientes dizendo que eu estava me doando demais, me exigindo demais e me "passando&#8221;mas, mesmo j&#225; sentindo o peso, eu ignorava porque a vontade de conquistar o meu espa&#231;o, o meu "lugar ao sol&#8221;m e a minha sonhada estabilidade financeira e pessoal era t&#227;o grandes que muitas vezes eu nem percebia que estava levando uma vida sem sentido e completamente distante daquilo que eu realmente queria.</p><p>Acho, ou melhor, tenho certeza que todo mundo j&#225; passou por um momento meio "surtado&#8221; de excessos na vida. Mas, nada que &#233; demais vale a pena. Nada que custa demais e tira a sua paz, se sustenta.</p><p>A vida n&#227;o &#233; mole, muito menos um <em>strawberry</em> como diz uma amiga minha. Mas ela precisa fazer sentido. Precisa valer a pena.</p><p>Por isso, sempre que voc&#234; sentir que est&#225; fora do tom, revisite. Realinhe. Volte para o eixo e para o seu ponto de equil&#237;brio.</p><p>Desequil&#237;brios tempor&#225;rios e intencionais podem acontecer. Muitas vezes eles s&#227;o necess&#225;rios para que a r&#233;gua suba, para que a gente saia das zonas de conforto e v&#225; al&#233;m mas, uma vida permanentemente desequilibrada, vazia e sem sentido, podem acreditar, n&#227;o vale nenhum sucesso ou dinheiro no bolso.</p><p><strong>Se posso te dar um conselho, n&#227;o confunda desequil&#237;brios pontuais e intencionais com uma vida sem sentido, okay? </strong></p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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url="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ViML!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7056ecfe-cda5-44ad-b520-9c62cd9d4787_1024x538.webp" length="0" type="image/jpeg"/><content:encoded><![CDATA[<p>10/30</p><div class="captioned-image-container"><figure><a class="image-link image2 is-viewable-img" target="_blank" href="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ViML!,f_auto,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7056ecfe-cda5-44ad-b520-9c62cd9d4787_1024x538.webp" data-component-name="Image2ToDOM"><div class="image2-inset"><picture><source type="image/webp" srcset="https://substackcdn.com/image/fetch/$s_!ViML!,w_424,c_limit,f_webp,q_auto:good,fl_progressive:steep/https%3A%2F%2Fsubstack-post-media.s3.amazonaws.com%2Fpublic%2Fimages%2F7056ecfe-cda5-44ad-b520-9c62cd9d4787_1024x538.webp 424w, 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class="image-link-expand"><div class="pencraft pc-display-flex pc-gap-8 pc-reset"><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container restack-image"><svg role="img" width="20" height="20" viewBox="0 0 20 20" fill="none" stroke-width="1.5" stroke="var(--color-fg-primary)" stroke-linecap="round" stroke-linejoin="round" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg"><g><title></title><path d="M2.53001 7.81595C3.49179 4.73911 6.43281 2.5 9.91173 2.5C13.1684 2.5 15.9537 4.46214 17.0852 7.23684L17.6179 8.67647M17.6179 8.67647L18.5002 4.26471M17.6179 8.67647L13.6473 6.91176M17.4995 12.1841C16.5378 15.2609 13.5967 17.5 10.1178 17.5C6.86118 17.5 4.07589 15.5379 2.94432 12.7632L2.41165 11.3235M2.41165 11.3235L1.5293 15.7353M2.41165 11.3235L6.38224 13.0882"></path></g></svg></button><button tabindex="0" type="button" class="pencraft pc-reset pencraft icon-container view-image"><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="20" height="20" viewBox="0 0 24 24" fill="none" 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Ver os sorrisos, lembrar dos momentos e sentir aquela sensa&#231;&#227;o curiosa de que aquele peda&#231;o de tempo &#233; s&#243; meu, de mais ningu&#233;m.</p><p>Talvez porque, no fundo, uma fotografia seja exatamente isso: <strong>uma pausa no tempo</strong>.</p><p>Um instante que, se n&#227;o fosse capturado, simplesmente desapareceria.</p><p>Muito antes dos celulares, das nuvens digitais e dos milhares de arquivos que hoje acumulamos quase sem perceber, fotografar sempre foi um ritual para mim. Eu cheguei a fazer um curso profissionalizante de fotografia no Centro Europeu, mergulhando naquele universo de c&#226;mera manual, fotometria, abertura, velocidade e luz.</p><p>Mas o que realmente me encantava nunca foi a t&#233;cnica, sempre foi a sensibilidade do olhar. Tinha uma fot&#243;grafa, a Carol, que hoje n&#227;o est&#225; mais entre n&#243;s, que dava um verdadeiro show. As fotos de casamento e de fam&#237;lia dela eram especiais, transbordavam amor e sentimento.</p><p>Eu, como ela, sempre tive uma queda especial por fotos e hist&#243;rias de fam&#237;lias e, principalmente, de crian&#231;as. Tanto que no meu trabalho final do curso fotografei a Gabi, do <strong>Meu Anjo Gabriela</strong>.</p><p>Talvez porque nas crian&#231;as exista algo muito verdadeiro, espont&#226;neo e imposs&#237;vel de ensaiar. Crian&#231;as n&#227;o posam para a vida, elas simplesmente s&#227;o. E a fotografia tem esse poder bonito de capturar esses instantes t&#227;o genu&#237;nos.</p><p>E o processo de revelar? Como eu amava isso. </p><p>Entrar em um quarto escuro e ver a imagem surgindo lentamente no papel, ganhando contornos como se fosse m&#225;gica. Aquela foto que antes era apenas um negativo, de repente come&#231;ava a aparecer ali, diante dos olhos, ganhando forma, luz e mem&#243;ria.</p><p>Sempre gostei de revelar, de montar murais de fotos ou simplesmente guardar tudo em caixas. Meu marido at&#233; brinca dizendo que essa &#233; a minha por&#231;&#227;o adolescente, bem anos 80. Pode at&#233; ser&#8230; hahaha. Mas, para mim, n&#227;o existe nada mais especial do que ter, al&#233;m das fotos, as mem&#243;rias reais de um tempo feliz.</p><p>Hoje vivemos no mundo do digital. Fotografamos o tempo todo, acumulamos milhares de imagens nos celulares, nas nuvens, em pastas dentro de pastas que muitas vezes nunca mais abrimos. </p><p>Eu sou da gera&#231;&#227;o que revelava os filmes de fotos na <strong>Kodak ou na Fuji</strong> e ainda ganhava aqueles albunzinhos bem mequetrefes. Quem lembra disso?</p><p>Antigamente as fotos viviam em caixas, em &#225;lbuns, em gavetas que de vez em quando abr&#237;amos para ver, rir e reviver. Quem a&#237; j&#225; n&#227;o passou uma tarde ouvindo hist&#243;rias de fam&#237;lia enquanto folheava uma caixa de fotos?</p><p>&#201; muito gostoso, n&#227;o &#233;?</p><p>At&#233; ent&#227;o eu s&#243; tinha uma pequena impressora port&#225;til para microfotos e adorava us&#225;-la. Hoje chegou uma nova impressora para fotos normais e por isso eu resolvi escrever porque algo mexeu aqui dentre e tamb&#233;m porque hahaha passei a tarde inteira imprimindo.</p><p>Que sensa&#231;&#227;o boa. Foi quase como reviver peda&#231;os da vida e, ao mesmo tempo, <strong>tangibilizar mem&#243;rias t&#227;o gostosas</strong>. Viagens, amigos, fam&#237;lia&#8230; momentos que voltam &#224; tona quando a gente para para olhar.</p><p>Talvez seja isso que eu mais ame nas fotografias. Elas n&#227;o guardam apenas imagens. Elas guardam hist&#243;rias, sentimentos e pequenos peda&#231;os de quem fomos em determinados momentos da vida.</p><p>E, &#224;s vezes, tudo o que precisamos &#233; disso: abrir uma caixa, olhar uma foto e lembrar que aquele tempo existiu. Que foi vivido. Que foi nosso e que, de alguma forma, tamb&#233;m ajudou a formar quem somos.</p><p>E voc&#234;? Curte fotografia? O que ela representa para voc&#234;?</p><p>Voc&#234;  gosta de revelar e guardar suas mem&#243;rias ou &#233; da turma que joga tudo no Dropbox e nunca mais acessa? Me conta.</p><div class="subscription-widget-wrap-editor" data-attrs="{&quot;url&quot;:&quot;https://www.patymendlowicz.com/subscribe?&quot;,&quot;text&quot;:&quot;Inscreva-se&quot;,&quot;language&quot;:&quot;pt-br&quot;}" data-component-name="SubscribeWidgetToDOM"><div class="subscription-widget show-subscribe"><div class="preamble"><p class="cta-caption">Obrigado por ler! 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